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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Mulheres se reúnem para discutir Brasil com Dilma na Presidência




Cerca de 600 mulheres de 23 estados brasileiros se encontram, a partir desta quarta-feira (30), no 2º Encontro Nacional de Mulheres Brasileiras (ENAMB 2011). De acordo com Sílvia Camurça, da coordenação nacional da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), o Governo da presidenta Dilma Rousseff "exige um reposicionamento feminista”. O objetivo do evento é contribuir com propostas para as ações e os debates feministas dentro do movimento.

As atividades começaram na tarde desta quarta-feira (30), com três atos de lançamento em Brasília. "Realizaremos atos públicos no Congresso Nacional, para ocupar o espaço político; na rua (Rodoviária do Plano Piloto), para estabelecer diálogo com a sociedade; e no alojamento (Centro Comunitário da UnB), entre as delegações”, revela Sílvia Camurça,
O Encontro, convocado em 2010, assume uma importância ainda maior no atual cenário político brasileiro, quando, pela primeira vez, o país tem uma mulher na presidência. Isso porque, na opinião de Sílvia Camurça, a emancipação feminina passa a ser foco de disputa não só na política, como também nos meios de comunicação e em outros espaços.
"É desafiador (para o movimento) essa disputa simbólica sobre como a mulher pode ou não se comportar, até onde ela pode chegar”, comenta.
Outros pontos que exigem atenção do movimento feminista no Governo Dilma, segundo Sílvia, são o modelo desenvolvimentista adotado pela presidente - considerado pela feminista como um problema no atual contexto de crise ambiental - e as políticas para as mulheres.
"(A expectativa é que as) políticas para as mulheres ganhem realce nesse Governo, principalmente pelo destaque na erradicação da pobreza. E sabemos que a pobreza é maior entre as mulheres”, observa.
Na quinta-feira (31), as participantes debaterão sobre a linha de atuação da presidenta Dilma Rousseff no contexto de crise ambiental e social. No dia seguinte (1°), será feito um balanço das lutas da Articulação com destaque para os avanços e os desafios encontrados nas três principais linhas de luta da AMB: a antirracista, a anticapitalista e a antipatriarcalista.
O evento acontece até sábado (2 de abril) na Universidade de Brasília (UnB).

Por Paula de Andrade

O governo da presidenta Dilma Rousseff, de acordo com Silvia Camurça, da coordenação nacional da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), "exige um reposicionamento feminista”.

BRASIL - Encerramento do Encontro Nacional da Articulação de Mulheres Brasileiras (2/4/2011).

O Encontro produziu uma série de recomendações que serão objeto de análise e deliberação no Comitê Político da AMB, que é formado por representantes de Fóruns e Movimentos estaduais da AMB e que tem a atribuição de dirigirir o movimento.
724 feministas de 24 estados estiveram participando ativamente dos debates e da organização do Encontro. O ENAMB foi realizado a partir do esforço dos Fóruns Estaduais, movimentos e entidades que formam a AMB. Elas realizaram atividades de coleta de recursos, venda de camisetas, bazares e brechós. Com esses recursos conseguiram alugar ônibus e contrar alojamentos. Foi um encontro auto-financiado.
As milhares de feministas que ficaram nos estados e não puderam participar diretamente do ENAMB, receberão os informes e documentos. Poderão assistir os vídeos, ver as fotos e observar que suas propostas e sugestões foram apresentadas e estarão fazendo parte dos debates que continuam em todo o país e no Comitê Político da AMB.

Com informações da AMB
FONTE: Vermelho
ENAMB 2011 - encerramento from Universidade Livre Feminista on Vimeo.

5 comentários:

  1. Senti firmeza! E vamos que vamos...

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  2. Salete Mota Moreira4 de abril de 2011 15:57

    Dea cordo, totalmente, que no rame-rame que vai o Governo Dilma "exige um reposicionamento feminista”.

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  3. Jandira Magalhães4 de abril de 2011 19:14

    Não vi nada sobre a saúde. Parece que há um desconforto das feministas com os rumos da saúde da mulher. Li sobre o assunto. Gostaria que Fátima Oliveira, que é da área, não só uma profissional, mas uma militante que nos diga algo. Por que as feministas não estão de acordo com o Programa Rede Cegonha? Gostaria de entender onde está o problema.
    Li no Site do Geledés:
    Movimento de mulheres critica programa para gestantes lançado por Dilma01/04/2011 - 16:50

    O Programa Rede Cegonha, lançado nesta segunda-feira, 28, pela presidente Dilma Rousseff, foi criticado por militantes de movimentos de defesa dos direitos das mulheres. Em Porto Alegre, a Rede Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos observou que se trata de um retrocesso em relação aos avanços que já haviam ocorrido no setor. Ainda segundo a organização, a presidente poderia ter avançado na questão de atendimento às vítimas de violência sexual."Voltamos a uma visão materno-infantil da saúde das mulheres, quando já considerávamos que a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, surgida em 1983, parecia estar consolidada", observou a cientista política Telia Negrão, secretária executiva da entidade em nota distribuída à imprensa.

    Ainda de acordo com a cientista política, embora a proposta do programa esteja assentada num diagnóstico realista das dificuldades na atenção à saúde das mulheres, "suas respostas não abrangem o conjunto de causas que levam as mulheres brasileiras a adoecer e morrer durante a gestação, o parto e o puerpério".

    A nota especifica os casos de abortos inseguros, que poderiam ser evitados se mulheres tivesse "maior acesso aos serviços de acolhimento a vítimas de violência sexual, à anticoncepção de emergência, a violência fatal que atinge as mulheres na gestação, o racismo institucional e outras desigualdades sociais".

    A Rede Feminista, que existe há quase duas décadas, vai solicitar ao Ministério da Saúde um prazo maior para o debate da proposta e o seu envio para debate nos conselhos de saúde e direitos da mulher.O lançamento do programa ocorreu em Belo Horizonte. Com o objetivo de disseminar práticas que ajudem a reduzir as taxas de mortalidade infantil e materna, ele tem orçamento previsto de R$ 9 milhões.

    Fonte: Estadão
    http://www.geledes.org.br/generos-em-noticias/movimento-de-mulheres-critica-programa-para-gestantes-lancado-por-dilma-01-04-2011.html

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  4. Salete Mota Moreira4 de abril de 2011 19:50

    Pois Jandira, eu estoua qui só querendo saber o que a Dona Lô vai falar. Tudo bem que ela é Dilma até debaixo d'água. Mas que a nossa presidente pisou na bola agora, isso pisou. Eu também sou Dilma e por tal razão, exclusivamente por ela posso me sentir no direito de dizer que estou muito preocupada com o que está acontecendo na saúde, que está nas mãos de amadores arrogantes, que acham que sabem tudo e estão emtendo so pés pelas mãos.
    Recomendo a leitura no blogue do Azenha de uma artigo da professora Clair Castilhos, que diz tudo o que eu gostaria de dizer a respeito desse Programa Rede Cegonha.
    Clair Castilhos: “Senhora presidenta, ouça as mulheres”
    As cegonhas vão parir… tudo está resolvido!!
    http://www.viomundo.com.br/politica/clair-castilhos-senhora-presidenta-ouca-as-mulheres.html

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  5. Gostaria de saber se não discutiram a Rede Cegonha.Como Salete, estou ansiosa para ler mais um episódio de Dona Lô, com ela falando sobre a Rede Cegonha. Aguardo ansiosamente

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