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terça-feira, 19 de maio de 2015

Benditos e incelenças para celebrar Djalma Filho

"Colo de mãe, agasalho de Amor" (Djalma Britto e sua mãe Zuzu Britto)

Fátima Oliveira
Médica - fatimaoliveira@ig.com.br @oliveirafatima_

            No dia 10 de maio enterrei meu irmão de alma e compadre Djalma Tenório Britto Filho, um procurador/artista de muitos dons – o seu Di, Didico, tio Didi e o vovô “Fidalma”, com quem minha neta Clarinha teve o privilégio de conviver.


img  É significativo que faleceu quase no dia da Abolição da Escravatura (13 de maio), fixação dele quando líamos em “A Pacotilha” os anúncios de fugas de escravos e ofertas de serviços de escravas (cozinheiras, banqueteiras, lavadeiras, costureiras, amas de leite...). Nós dois lemos a coleção completa de “A Pacotilha”!



             Seu Di sabia muito sobre a escravidão e admirava “negros fujões”. Dizia estarrecido: “Vieram nos navios negreiros, do século XVI ao XIX, cerca de 5 milhões de escravos, e uns 300 mil morreram na travessia”.
              Criou um mantra de duplo sentido: eu estudava medicina, e os negros ficaram ao léu, tudo por “culpa da princesa” (Isabel)! “Eita, comadre de sorte! Se tivesse nascido nesse tempo, estava aqui, em ‘A Pacotilha’, nos anúncios de negras fugidas; danada como és, teria sido uma negra fujona. Agora, está aí toda ‘porloche’ estudando medicina, minha rosa”.



           Foi de beleza única que o cortejo do seu enterro tenha passado onde ele escreveu que tinha a alma acorrentada: a mansão Serra Negra. Chorei. Ele foi por ali para desacorrentar a sua alma!
             Eis o seu “Canto à Mansão Serra Negra”: “Daqui, de longe, te vislumbro./ Alquebrado pelo tempo, mas ainda tão imponente e forte./ A emoção flui, incessantemente, por imaginar que terei que te abandonar, a contragosto. Daqui, de longe, recordo./ Foste, sempre, o abrigo seguro de todas as boas e não tão boas, assim, recordações de minha vida./ A infância magnífica, a adolescência mansa e a fase adulta vitoriosa foram, contigo, partilhadas./ As brincadeiras, os encontros com amigos, a fase namoradeira, a chegada do primeiro filho, as festas,/ os bate-papos animados sob a luz da lua no jardim, sempre por ti acatados, sem reclamações./ Porto seguro quando batiam as angústias da vida e as vitórias das batalhas diárias. Anos e anos, a fio, e tu, lá./ Daqui, de longe, te vendo, o silêncio é a melhor frase. A tristeza em deixar-te./ Fecho o imenso portão de ferro batido. Ao trancar o cadeado, despeço-me de ti, velho casarão da minha vida”.
           Ele esclareceu: “A mansão Serra Negra foi a morada do meu avô Gonçalo Moreira Lima e da minha avó Rosila (Lili) Coelho Moreira Lima, em São Luís, que a compraram do ex-governador Saturnino Belo, nos anos 50. Fica no antigo Campo de Ourique, hoje Parque Urbano Santos, 541. Posso dizer que fui criado lá, pois lá vivi parte de minha infância, toda a adolescência e juventude e parte da idade adulta. De lá só saí para a minha própria casa. Lá foi criado o meu filho Ricardo, desde que nasceu. Irremediavelmente, tenho a minha alma acorrentada lá, pois eu amo aquele lugar, a casa, o quintal com suas fruteiras, o jardim... Em cada lugar há um pedaço do meu coração... (Djalma Britto, São Luís, 27.2.2008)”.




              Escrevi num e-mail: “Seu Di muito amado, a mansão Serra Negra ficará para sempre em nossos corações... Impossível ter morado ali, como eu, por muitos anos e não sentir um calafrio no corpo quando se passa pela porta... Fico com um nó na garganta... Aquela casa também é sagrada para mim...
            “Muitas ambientações em ‘A Hora do Angelus’ foram inspiradas na mansão Serra Negra. É óbvio, quando a gente escreve ficção, o conhecido e amado sempre está presente, pois é fonte de inspiração. Meu querido irmão, eu te amo! Beijos, Fátima”.


12  (DUKE)
 FONTE: OTEMPO

terça-feira, 12 de maio de 2015

Lições de Ferguson e Baltimore para a luta contra o racismo

08 (DUKE)
Fátima Oliveira
Médica - fatimaoliveira@ig.com.br @oliveirafatima_


Decidi compartilhar trechos do artigo “EUA: as ilusões do ‘Poder Negro’”, de Keeanga-Yamahtta Taylor, especialista em estudos afro-americanos, da Princeton University (Nova Jersey, EUA), que li no blog Outras Palavras (7.5.2015).
É uma reflexão que encerra muitas lições para a peleja contra o racismo aqui. Está certo Luan Nascimento: “Baltimore é também sua quebrada” (Geledés, 7.5.2015).




 Eis o eixo do escrito de Keeanga-Yamahtta Taylor: “O que torna o levante de Baltimore diferente daqueles de uma era anterior é que os ataques perversos aos afro-americanos ocorreram num momento de poder político negro sem precedentes... Nunca houve tantos afro-americanos em postos de governo. Mas a revolta de Baltimore revela que, apesar disso, desigualdade, preconceito e discriminação persistem” e que “os acontecimentos de Baltimore, em Maryland, são dessemelhantes dos ocorridos em Ferguson, no Missouri, no último verão”.


  E exibe a ferida que sangra: “Hoje, temos mais governantes negros eleitos nos EUA do que em qualquer outro momento da história. Ainda assim, para a ampla maioria da população negra, a vida mudou muito pouco... E governantes negros eleitos tanto criam quanto ampliam o espaço para brancos questionarem os hábitos morais dos negros comuns. Quando o presidente Obama, a prefeita Rawlings-Blake e o procurador geral Lynch se referem aos manifestantes negros como ‘arruaceiros’ e ‘criminosos’, os republicanos brancos não precisam dizer nada”.


PHOTO: Freddie Gray, pictured in this undated photo, died Sunday, one week after he was arrested in Baltimore.
 E complementa: “A menos de 60 quilômetros de Baltimore, na capital da nação, reside o primeiro presidente afro-americano do país. Há 43 membros do Congresso e dois senadores negros – o mais alto número de parlamentares negros da história norte-americana. E exatamente quando a parte oeste de Baltimore explodia contra o assassinato de Freddie Gray pela polícia, Loretta Lynch tornava-se a primeira mulher negra indicada como procuradora geral”.
Taylor escreveu mais: “Este não é apenas um fenômeno nacional; ele se reflete também na política local. Em Baltimore, os afro-americanos controlam virtualmente todo o aparato político”. São negros a prefeita Stephanie Rawlings-Blake; o comissário de polícia; oito dos 15 vereadores; o superintendente da rede pública de educação e todos os conselheiros do serviço habitacional do município. “Por todos os EUA, milhares de funcionários negros eleitos estão governando muitas das cidades e subúrbios do país”.
Já Ferguson, o subúrbio ao norte de Saint Louis, é majoritariamente negro, governado por brancos, logo, a “representação política dos negros tornou-se o fio narrativo das explicações populares para o que deu errado”. A gritante dessemelhança entre Baltimore e Ferguson está na representação política. Na primeira, os negros são os donos do poder; na segunda, desempoderados.




Diante do que Taylor sintetiza: “O assassinato de Freddie Gray e o levante de Baltimore são simbólicos do novo poder negro... O levante de Baltimore cristalizou o aprofundamento da divisão política e de classe na América negra... Operadores políticos negros não oferecem aos afro-americanos comuns soluções melhores que qualquer outro governante eleito”.
É tempo de enxergar que, se não soubermos nos mobilizar coerentemente nos entrecruzamentos da velha luta de classes com a opressão racial/étnica e a opressão de gênero, estaremos alimentando as dinâmicas peculiares de todas as opressões.

Grupo faz manifestação em Nova York contra morte de Trayvon Martin, jovem negro morto por vigilante na Flórida
PUBLICADO EM 12.05.2015
 FONTE: OTEMPO

terça-feira, 5 de maio de 2015

Usurparam do povo brasileiro os direitos de saber e de escolher

12  (DUKE)
Fátima Oliveira
Médica - fatimaoliveira@ig.com.br @oliveirafatima_



Abril passado sinaliza perdas de direitos arduamente conquistados no Brasil. A impressão é que uma trupe da maldade, da qual o povo é refém, se aboletou na Câmara dos Deputados e de lá toca terror.
Primeiramente, foi aprovado em 22.4.2015 o PL 4.330, de Sandro Mabel (PMDB-GO), que amplia a terceirização e aprofunda a precarização do trabalho – configurando derrota dos direitos trabalhistas. No Senado, nem dá para atinar o que ocorrerá!



Em 28 de maio passado, foi aprovado “o PL 4.148/2008, de Luís Carlos Heinze (PP-RS), que acaba com a exigência do símbolo da transgenia nos rótulos dos produtos com organismos geneticamente modificados (OGM)”.


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O citado PL tem fortes possibilidades de aprovação no Senado. Diferentemente das terceirizações, não há uma mobilização popular capaz de acuar senadores. O povo não tem domínio do que é um alimento transgênico e nunca tivemos um governo consciente o bastante para informá-lo. O governo Lula “adotou” os transgênicos sem chiar.


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A aprovação do PL 4.148/2008 usurpa os direitos de saber e de escolher – não é apenas uma imoralidade, mas um crime contra os direitos do consumidor! Sou uma militante contra os transgênicos há muitos anos, focada nas questões de biossegurança.




Os transgênicos são obtidos por uma biotecnologia denominada transgênese ou transgenia – manipulação genética que rompe as fronteiras entre as espécies: adição de um gene estrangeiro (animal ou vegetal) ao genoma (conjunto dos genes de uma espécie) de um ser vivo qualquer, animal ou vegetal.
Os impactos dos transgênicos no meio ambiente e na saúde humana ainda são uma incógnita. Faltam pesquisas que provem se são “do bem” ou “do mal”. Fiquemos alertas, pois, como os cientistas estão divididos em pró e contra os transgênicos, nós, as pessoas comuns, devemos ter medo. Não é possível ter segurança sobre o que nem cientistas sabem!


 Escrevi o primeiro livro de popularização da ciência sobre engenharia genética publicado no Brasil, “Engenharia Genética: o sétimo dia da criação” (Moderna, 1995). Sou autora também do “Transgênicos: o direito de saber e a liberdade de escolher” (Mazza Edições, 2000). Em ambos mostro que as manipulações genéticas são importantes e contêm potencial de impacto na vida cotidiana tão grande e profundo que é um direito e um dever todo mundo ter acesso a um mínimo de alfabetização tecnocientífica no assunto, pelo menos o bastante para ouvir ou ler uma notícia e saber do que se trata.


  Até hoje, o que escrevi em “Transgênicos: o direito de saber e a liberdade de escolher” não foi superado cientificamente – o que é paradoxal em biociências, que evoluem tanto, porém não há pesquisas sobre a biossegurança dos transgênicos. As empresas de biotecnologias e o agronegócio enrolaram o mundo, dizendo que os transgênicos não fazem mal à saúde sem fazer pesquisas que balizem a afirmativa.
E, agora, os “vendilhões da pátria” buscam solapar o direito à informação. É infâmia demais! A rotulagem dos transgênicos assegura sabermos o que estamos comprando e se desejamos comer aquele alimento, mas não garante nem substitui questões pertinentes à segurança alimentar.


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Resultado de imagem para perigos do milho transgênico   Repito: “é tendo em conta a ignorância da ciência que não podemos permitir que os transgênicos passem a fazer parte de nossa alimentação tal como os produtos alimentícios da natureza, sob pena de que talvez nem sequer tenhamos tempo para maldizer o amanhã”.


 PUBLICADO EM 05.05.15
  FONTE: OTEMPO
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terça-feira, 28 de abril de 2015

O extermínio de jovens negros do sexo masculino no Brasil

Fátima Oliveira
Médica - fatimaoliveira@ig.com.br @oliveirafatima_


A CPI da Violência contra Jovens Negros e Pobres, em 9 de abril passado, recebeu o coordenador do estudo Mapa da Violência, o sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, que disse: “Homicídios são a principal causa da morte de jovens negros no Brasil”. E acrescentou: “Das 56.337 vítimas de homicídio no país em 2012, 30.072 eram jovens de 15 a 29 anos; desse total, 23.160 (77%) eram negros; 93,3%, homens residentes nas periferias e áreas metropolitanas dos centros urbanos”. Os dados configuram um extermínio da juventude de baixa renda, que, no Brasil, coincide com ser negro! E concluiu: “A alta taxa de homicídios no país é atribuída à impunidade, à cultura da violência e à tolerância institucional”.




A citada CPI, no último dia 14, ouviu o representante do Ipea, Antonio Teixeira de Lima, que declarou: “O Estado brasileiro conduz uma ‘máquina de morte em massa’, e os autos de resistência, usados pela polícia, são instrumentos que ‘legitimam o Estado a matar’”.


 O auto de resistência é procedimento-padrão criado pela ditadura militar visando à legitimação do extermínio pelas forças policiais: era legítimo matar de suposto bandido a comunista e alegar resistência à prisão. Continua em vigor.




Afirmou o pesquisador: “O total de mortes violentas no país já ultrapassou a casa de 60 mil por ano. Em dez anos, morreram 70% mais negros que brancos, segundo o Mapa da Violência (2002-2012). Houve redução significativa da taxa de homicídios entre os brancos, enquanto entre os negros o índice aumentou”.
Para ele, a “máquina de morte em massa” está dizimando os negros: “Não são apenas indivíduos que estão morrendo, estamos falando de uma raça inteira que é arrastada pela precariedade e pela política de morte instituída pelo Estado brasileiro, desde o período colonial e que persiste até hoje”.
No último dia 16, a referida CPI ouviu o representante da Justiça Global, Hamilton Borges, e Átila Roque, diretor executivo da Anistia Internacional – que no fim de 2014 lançou a campanha Jovem Negro Vivo, que se apoia em dados do Mapa da Violência 2014, objetivando sensibilizar as pessoas sobre o homicídio de jovens negros, posto que, de 2002 a 2012, o número de assassinatos de jovens brancos caiu 32,3%, o de jovens negros aumentou 32,4%!




Recente pesquisa do Observatório reafirma tais dados e conclui que “3,32 jovens em cada grupo de mil correm o risco de serem assassinados antes dos 19 anos, no período de 2013 a 2019”. Logo, procedem a permanente angústia e o medo de mães de meninos e jovens negros: eles estão marcados para morrer precocemente de “morte matada”!
A carnificina (ou seria genocídio?) exige mudança de atitude imediata do Estado brasileiro. Na Câmara dos Deputados, tramita o Projeto de Lei 4.471/2012, que aborda com mais rigor a “apuração de mortes e lesões corporais decorrentes das ações de agentes do Estado”: exige investigação de toda morte violenta envolvendo policiais; proíbe que a polícia transporte vítimas de confrontos (a maioria “morre” no trajeto); extingue o “auto de resistência” e estabelece a “morte decorrente de intervenção policial”!
Não há dúvida para o presidente da citada CPI, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), do papel da impunidade: “De 1985 a 2014, apenas 5% dos inquéritos sobre chacinas foram instaurados”, diante do que propõe “um plano nacional de enfrentamento ao homicídio e à violação de direitos no Brasil”.


  PUBLICADO EM 28.04.15
12 FONTE: OTEMPO

terça-feira, 21 de abril de 2015

A conversa fiada de quem dizia que a luta de classes acabou

 
Fátima Oliveira
Médica - fatimaoliveira@ig.com.br @oliveirafatima_


“Não nos enganemos, a luta de classes não acabou, e, para o patronato, paz social é um discurso que carece de recheio humanitário” – frase final do meu artigo “Dia Mundial do Trabalho”, escrito em 2007, do qual compartilho trechos:




“No 1º de maio é comemorado o Dia do Trabalho ou Dia Mundial do Trabalho, como um registro de que o direito ao trabalho é um direito de cidadania e em memória dos trabalhadores assassinados em 1º de maio de 1886, em Chicago (EUA), numa manifestação pela redução da jornada de trabalho.


Operarios_tarsila_amaral 
(Operários, Tarsila do Amaral, 1933)


“O 1º de maio como Dia Mundial do Trabalho, aprovado em 20.6.1889, na Segunda Internacional Socialista, em Paris, aqui é celebrado desde 1895, mas só em 1925 o presidente Artur Bernardes oficializou a data. Foi em 1º de maio de 1940 que o presidente Getúlio Vargas instituiu o valor do salário mínimo” (O TEMPO, 1º de maio de 2007).


Quadro Segunda Classe
(Segunda Classe, Tarsila do Amaral, 1933) 


Em 2015, o Dia do Trabalho em nosso país será marcado por manifestações em defesa dos direitos trabalhistas conquistados e de repúdio à ampliação da precarização do trabalho como desejam o patronato aqui estabelecido e deputados federais a ele vinculados, que aprovaram o PL das terceirizações num espetáculo sem pudor civilizatório, no qual o PT tem parcela de responsabilidade porque, dentre outras negligências políticas com o tema, implementou terceirizações até no seio do governo federal!


img1.jpg  Como disse Ana Maria Prestes: “Eis que ao final deste primeiro trimestre dá entrada na cena política a mãe de todas as contradições: capital x trabalho. Entrou como um divisor de águas, como uma organizadora da confusão, dando nomes aos bois e revelando que o principal esvaziamento da base de apoio ao governo tem razões materiais e objetivas, para além das políticas... A ‘luta de classes é o motor da história’, chegou quando o capital cobrou sua fatura aos políticos recém-eleitos. Para chegar ao ‘paraíso’ do Parlamento, negociaram direitos trabalhistas e sociais dos eleitores” (“Luta de classes ganha a cena política através do PL das terceirizações”).


   Tenho a opinião de que a terceirização equivale à precarização do trabalho – nociva em todos os aspectos para quem vende a sua força de trabalho, com as mulheres pagando o maior tributo.


  Endosso as palavras da União Brasileira de Mulheres: “O projeto de lei que permite a terceirização do trabalho – PL 4.330, do empresário e deputado Sandro Mabel (PMDB-GO) – é, em si, uma violência contra os trabalhadores e trabalhadoras. Representa a legitimação da precarização do trabalho e da vida de milhões de brasileiros em benefício de poucos, abrindo flanco, inclusive, para relações de trabalho análogas à escravidão... Nós, mulheres brasileiras, não admitimos que um parlamentar eleito com voto popular utilize seu mandato para calar a democracia e marchar contra direitos conquistados com tanto esforço por gerações e gerações” (Brasília, 7 de abril de 2015).


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Em 2015, será relembrado o massacre da cidade de Rio Grande (RS) pelas forças policiais, em 1° de maio de 1950, no qual foram assassinados o pedreiro Euclides Pinto, o portuário Honório Alves de Couto e o ferroviário Osvaldino Correa. No fim da ação assassina, a comunista e tecelã Angelina Gonçalves, aos 37 anos, que estava enrolada em uma bandeira do Brasil, foi morta a tiros!
O massacre de Rio Grande é exemplar de que o capital historicamente entrava, solapa e usurpa direitos trabalhistas e pode matar para impor a sua política de ganância.
 PUBLICADO EM 21.04.15
 FONTE: OTEMPO