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domingo, 5 de dezembro de 2010

O ministério de Dilma Rousseff? Deixa o trem arder...

Fátima Oliveira

 
Pedro, marido de Estela, afilhada de Dona Lô, um pemedebista dos antigos, daquilo que se chamava de “Velho MDM”, estava desassossegado porque a formação do ministério da presidenta eleita Dilma Rousseff, segundo ele, estava deixando muito a desejar e a biqueira de poder, da qual o PMDB tanto gosta, estava ficando cada vez mais curta. O sonhado Blocão, não deu certo. De certeza Dilma esturricou o Blocão e o vice, Michel Temer, conforme Pedro, está sendo cozinhado em banho-maria...
– Dona Lô, cadê o ministério de Dilma, hein?
– Sei muita coisa, não viu Pedro! A mulher tá montando o governo. Tem todo o direito. Vamos ver no que vai dar. Confio no taco dela. Teu PMDB deu uma murchada na ânsia por cargos? Era hora de acalmar, né não, meu filho? A coisa estava ficando feia demais. “Marrapá”, tem paulista demais no primeiro escalão, o que acha? Cala-te boca, Lô! Mas que tá pior do que urubu na carniça, isso tá! Falando em bicho que voa, Pedro os beija-flores estão em festa em meu jardim, meu filho. Tanto que fiquei impressionada hoje pela manhã.

– E Lula tá quase meio inconveniente. Por que não fica quieto?! Ele já é rei posto. É mesmo como se diz: “Rei morto, rei posto”. E “cefini, saudações” O mandato dele acabou! “C’os diacho” com tanta indicação de ministros! Não tô entendendo mais nada! Terminou o mandato dele, é hora de largar o osso!
– Ô Pedro tu estás indo na onda dessa gente, não é? Isso é uma bobajada de marca maior...
– Qual?
– De dizer que Lula tá mandando no governo de Dilma, que ainda nem começou. Até parece que estão denunciando um crime cometido por Lula! A grande imprensa está caindo de pau, dizendo que Dilma é uma marionete de Lula; que Lula isso, Lula aquilo...
– Ora Dona Lô, Dilma está quietinha, quietinha... Anda falando pouco.
– E quem não deve falar, falando pelos cotovelos, não é? Até o “boca de sulapa” está dando uma de conselheiro de Dilma! Isso é pouca falta de tudo! Que cara mais intrometido! Espia só que coisa mais sem rumo! Reclamam que muitos ministros de Lula permanecerão; e que o ministério é muito petista. “Sangue de Jesus tem poder”! Misericórdia com tanta asnice!
– Mas é verdade!
– Ai, Jesus me abana! Como não seria um ministério de DNA petista, se o governo é petista? Se a presidenta é do PT?! Como Lula não vai dar pitaco se ele apresentou e avalizou a Dilma e disse que ela seria um governo de continuidade? Quem votou e elegeu Dilma entendeu assim.
– Mas Dona Lô, fique calma, veja só...

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– Calma qual o quê Pedro! O governo Dilma é continuidade do Governo Lula! Foi isso que foi aprovado pelo eleitorado! Esqueceu? O lulismo, confiando na palavra de Lula derrotou o serrismo. Ou não foi? “Home” deixe de asneiras! Agora estão querendo que Dilma coloque ministros do PSDB? Do DEM também? Era só o que estava faltando! Eita magote de doido em surto psicótico. “Ora, me compre um bode!”
– E a paridade de gênero para os ministérios, colou ou não?
– Ah, quem dera meu filho! Foi pros ares. As más línguas juram que só do colete de Lula saíram uns dez ministros! Tão se roendo de inveja! Mas nesse meio, só uma mulher. Sem jeito! Veja bem, temos no Governo Lula 37 ministros, sendo 32 ministérios, 3 secretarias com status de ministério, o presidente do Banco Central e o Advogado-geral da União, ambos com status de ministros!
– Mas Dona Lô, se Lula abocanha 1/4... É rezar! Valei-me meu São José de Ribamar! Precisa muita reza brava, pois sendo assim Lula vira um latifundiário de ministérios. Coisa mais esquisita! Se for verdade é demais mesmo. Cabe bem o que Lula gosta de dizer: “Nunca dantes na história desse país” se viu tanto mandonismo. É como se Lula fosse um coronel do sertão...
– É! Nesse raciocínio tens razão Pedro. O que está errado é a base do teu raciocínio, meu chapa! De modo que, perdeste o eixo! E olhe: continuo dizendo que “Sou Lula até debaixo d’água!”




– E quem não sabe que a senhora é “paridinha” por Lula, hein?
– “Home” deixe de bobagem! Quem perdeu a eleição tem de aceitar o resultado da lisura das urnas. Só não entendo que sendo também do PMDB, que tem o vice de Dilma, esteja tão contra Lula! Que bicho te mordeu, hein “bichim”? Precisas ler Marcos Coimbra de vez em quando, meu filho. Gostei quando ele disse que o eleitorado entendeu bem o recado de Lula: “Votar em Dilma é votar em mim”! Não foi o combinado? Reclamar de quê, hein?
– Você está afiada que nem lâmina de punhal...
– Não acredito nessa fuxicada à boca miúda, nem na das arraias grandes do PSDB e nem das “pitititas” do DEM. Pode estar faltando senso a Lula? Pode! Entendo “direitim” quando dizem que o poder é afrodisíaco! Mas nada que um grito não corrija. “Cê” sabe, “Por falta de um grito se perde uma boiada”. Precisam deixar a mulher governar, minha gente!
– E pra governar ela tem de escolher a sua equipe de governo!


– E quem disse que ela não está escolhendo? Hem-hem, só quem não conhece Dilma! Ora, vamos combinar, né Pedro?! Ocupante de ministério é cargo de confiança da presidência da República. E fim de papo! Já disse que acredito piamente que Dilma não é besta!
– ...
– Na certa que perde dinheiro quem comprar a Dilma por besta. Tanto não é que chegou onde chegou. Quem diria, não é?
– Esse povo da política está com a vida ganha, deixa o trem arder...
– Hem-hem... Pois bem, vou fazer a minha parte, que é assistir a primeira presidenta do Brasil receber a faixa presidencial. Não há dinheiro que pague! Depois voltar aqui pro meu canto, feliz da vida! E la nave va!
– Não adianta. A senhora arruma desculpas pra tudo dessa sua gente...
– Ai, Jesus me abana! Meu juízo está “curtim”, “curtim”, viu Pedro? Depois não diga que não lhe avisei!
– Beijim, Dona Lô! Estela está pedindo pra falar mais um pouquinho. De certeza quer pedir mais uma receita de alguma comida. Acho que é de Queijo de ovos mole ou de Toucinho do céu. Êh mulher que só pensa em comer! E toda vez que ela volta da Matinha só fala em comida. Fica impossível! A bicha não engorda de ruim que é porque ali come, meu Deus E como come!



Queijo de ovos mole

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Toucinho do céu
Chapada do Arapari, 05 de dezembro de 2010

GRAÇA MACHEL SOBRE DILMA ROUSSEFF




Presidente Lula, o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela e sua esposa Graça Machel, durante encontro em Maputo, 16/10/2008), Foto: Ricardo Stuckert/PR

ÉPOCA – Como defensora dos direitos das mulheres, o que representou para a senhora a eleição de Dilma Rousseff à Presidência do Brasil?

Graça – A ascensão dela à Presidência de um país da importância do Brasil é uma vitória de todas as mulheres do mundo. Há uma luta que vem de muitas gerações. Mesmo depois do direito ao voto, era impensável três décadas atrás, mesmo neste país, que uma mulher pudesse ser presidente. É uma transformação social muito grande. As pessoas passaram a acreditar que uma mulher pode liderar não só este país, mas também os grandes desafios do mundo. O Brasil faz parte do G20, dos Brics, representa todo o Hemisfério Sul. Acreditar numa mulher como voz deste país lá fora é um avanço considerável.


FONTE: Graça Machel: “O mito Mandela fica fora de casa

 

30 comentários:

  1. Dona Lô matou a pau!!! E quem era o piorado da maluquez que achou que seria diferente?
    Tá certa Dona LÔ quando diz:
    "– Ai, Jesus me abana! Como não seria um ministério de DNA petista, se o governo é petista? Se a presidenta é do PT?! Como Lula não vai dar pitaco se ele apresentou e avalizou a Dilma e disse que ela seria um governo de continuidade? Quem votou e elegeu Dilma entendeu assim."

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  2. Dona Lô foi pras cabeças, bem macia

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  3. Essa Dona Lô, essa Dona Lô... Gostei da reabilitação do JESUS, ME ABANA!

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  4. Sensacional. São estórias que se encadeam tanto que parecem reais. Sobretudo porque falam do hoje e nalisam a realidade

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  5. Luís Alberto Furtado5 de dezembro de 2010 13:56

    DONA LÔ CONHECE BEM A DILMA!!!!

    'Ninguém engana a Dilma nem põe faca no pescoço dela'

    Escolhido para ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Carvalho diz que presidente eleita não será refém de partidos

    Vera Rosa, Estadão.com

    Testemunha privilegiada dos bastidores do Palácio do Planalto, o ex-seminarista Gilberto Carvalho sempre atuou longe dos holofotes, como chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Há quatro dias, Dilma Rousseff deu-lhe uma ordem sem direito a réplica: "Gilbertinho, passe um Gumex no cabelo e ponha um terno bem bonitinho porque vou anunciá-lo na sexta-feira como ministro da Secretaria-Geral da Presidência."

    As horas se passavam e nada de anúncio. Até que, muito tempo depois de ter lido um salmo do Evangelho de Cada Dia - prática adotada desde 2003, antes de iniciar o expediente -, Carvalho telefonou para a presidente eleita. "Você me deve um vidro de Gumex", cobrou ele, rindo.

    Foi quando Dilma leu para o futuro ministro a nota, que acabara de ser redigida, oficializando sua indicação. "Eu tardo, mas não falho", disse ela.

    Na noite de sexta, Carvalho recebeu o Estado em seu gabinete no Planalto, decorado com fotos de seus cinco filhos - dos quais duas meninas adotivas - e imagens de São Francisco e do Espírito Santo.

    O homem que será ouvidor dos movimentos sociais ficou com os olhos marejados ao falar do apoio dado a ele por Lula quando teve de depor na CPI dos Bingos, em 2005, e garantiu que Dilma não será refém de partidos.

    Diante das cotoveladas entre o PT, o PMDB e outros aliados por cargos no primeiro escalão, Carvalho pediu que todos mantenham a calma. "Ninguém engana a Dilma nem deve achar que na base do grito vai levar alguma coisa", avisou. "A pior coisa que tem é botar a faca no pescoço dela."

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  6. Carlos do Amaral Lopes5 de dezembro de 2010 16:54

    Dona Lô sabe das coisas. A análise é perfeita e justa

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  7. Cadê as mulheres ministras de Dilma? É isso que quero saber. Por enquanto os homens vão assumindo seus postos. No ritmo que vai, ela terá menos mulheres doq ue o 1o. ministério de Lula, no qual eram, acho que em cinco.

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  8. Relendo esse post fiquei curiosa sobre Dona Lô. Baita personagem, que vai se construindo aos poucos. Pai e mãe mortos; os avós também; ela com uma história polític ana juventude e agora em seu trabalho vitorioso de geração de renda com mulheres de um povoado vizinho à sua fazenda, de nome muito bonito: Matinha de Dona Lõ. De gente aparentada apareceu até agora só uma afilhada que chama Donana de titia, a mãe de Dona Lô, então deve ser parenta de Dona Lô!
    E o que mais há por trás dessa mulher enigmática, cheia de vida e de beleza?

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  9. EM HOMENAGEM AOS MEUS PAIS, FUNDADORES DO MDB

    E o velho “MDB” de guerra?
    JR Silva

    O vice-presidente eleito Michel Temer disse nesta quarta-feira que seu partido, o PMDB (carinhosamente chamado por Roberto "Maria Louca" Requião, de velho "MDB de guerra"), quer cinco ministérios no governo Dilma Rousseff.


    Temer afirmou ainda que a eventual indicação do peemedebista Sérgio Côrtes para o Ministério da Saúde é da cota pessoal de Dilma, ou seja, cinco Ministérios sem contar o da saúde que não é indicação de Temer (já seriam seis ministérios).


    Segundo informações, Dilma teria convidado o ministro da Defesa, Nelson Jobim, que também é do PMDB, a permanecer no cargo. Temer disse que a Defesa "também entrou na cota pessoal da presidente", ou seja, este também não conta como indicação de Temer (já seriam sete ministérios).


    O vice-presidente eleito confirmou que Dilma pensa em colocar o atual ministro do Planejamento, o PTista Paulo Bernardo, à frente do Ministério das Comunicações, pasta atualmente controlada pelo PMDB.


    "A ideia é o Paulo Bernardo... Tudo isso depende de como estará esta substituição das Comunicações por outro ministério", avisa.


    "O PMDB construiu essa vitória. Quando se fala do governo Dilma, é o governo do PMDB”, Michel Temer.


    É Dilma, como já comentamos em outras ocasiões, não é a oposição que poderá te trazer sérios problemas de governabilidade, o inimigo está “dentro de casa”, é o velho “MDB de guerra” que você deve Temer (sentir medo).

    http://joseronaldosilva.blogspot.com/2010/12/e-o-velho-mdb-de-guerra.html

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  10. Antônio José Matias5 de dezembro de 2010 21:01

    O PMDB, que nada tem do velho MDB é um saco de gatos. Se arranham o tempo todo. È triste, mas é assim. Os caras e as caras não respeitam a história do PMDB

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  11. Sebastião Almeida5 de dezembro de 2010 23:31

    Dona Lô me abriu os olhos. Entendi toda a jogada dessa formação do ministério de Dilma. Coloco aqui esse editorial que é claríssimo sobre quem manda no Governo Dilma

    Jornal do Brasil,
    05/12/2010 10h18

    Editorial
    A PRESIDENTA ELEITA JÁ MOSTRA QUEM MANDA

    Ainda não se sabe, obviamente, como será o desempenho de Dilma Rousseff na Presidência da República, muito menos se o seu ministério, que aos poucos é anunciado, vai funcionar. Mas uma coisa já se sabe: se der certo, terá sido Dilma a responsável. Se der errado, igualmente dela será a responsabilidade.
    Até agora, a presidente eleita, apesar das pressões vindas de todas as frentes aliadas, demonstra personalidade e pulso forte na escolha dos nomes de seus auxiliares mais importantes, qualidade, aliás, importantíssima para governar um país de 190 milhões.
    Desde o início, Dilma deu sinais de que não se curvaria às pressões. Ela não cedeu diante da ameaça de alguns membros de legendas aliadas de formarem um novo bloco político, iniciativa abortada rapidamente, na mesma velocidade com que surgiu.
    Em seguida, Dilma começou a anunciar os nomes, via comunicados oficiais, sem se expor. Quem decidiu testá-la se deu mal. O PMDB, que exigia cinco ministérios, parece que terá de se contentar com quatro, e sem espernear. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, mesmo em alta depois do sucesso da operação que varreu os traficantes do complexo do Alemão, teve que pedir desculpas à futura chefe da nação e admitir que errou ao anunciar, antes dela, o nome de seu secretário Sérgio Côrtes como ministro da Saúde. Até buquê de flores Cabral mandou à presidente, diretamente da Europa, para tentar diminuir o estrago.
    Atacada durante a campanha com acusações de que é autoritária e centralizadora, a presidente eleita até agora usou esses predicados de forma eficaz, se é que isso é possível.
    É claro que Dilma não governará sozinha e terá, eventualmente, que ceder aqui e acolá. Mas a tomada de rédeas que ela ensaia neste momento – convidando até o polêmico Antonio Palocci para a Casa Civil – é importantíssima até para, se tudo der errado, o país ter a quem responsabilizar.
    Há críticas a respeito de Dilma optar por manter em seu futuro governo nomes fortemente ligados ao presidente Lula. Mas ela nunca escondeu que faria, em muitos aspectos, uma gestão de continuidade.

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  12. Só mesmo Dona Lô para me fazer entender o que está acontecendo nas coxias da montagem do governo Dilma. Post altamente político em prosa-poema

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  13. Jesus, me abana! Eu adorei ler essa matéria tão inteligente e de muita clareza política

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  14. PARA MULHERES NO GOVERNO DILMA, NEM DEMAGOGIA

    Primeiro o corte no orçamento público, depois ditadura nos morros cariocas e agora nem mesmo a falaciosa ampliação da participação política das mulheres terá o governo Dilma

    5 de dezembro de 2010


    Dias após vir à tona que a proposta do governo para o Orçamento do próximo ano prevê a redução de até 75% das verbas destinadas a programas e políticas para as mulheres, PT admite que não cumprirá cota de 30% de mulheres em cargos do Executivo, como havia divulgado após as eleições.

    No início do mês de novembro, dias após a eleição da candidata do PT, no segundo turno das eleições presidenciais, foi divulgado que Dilma teria a “intenção” de ampliar a participação das mulheres nos órgãos de poder vinculados ao Executivo.

    A notícia foi divulgada por diversos setores da esquerda e pelo movimento de mulheres como a confirmação da eleição de Dilma Roussef como uma transformação significativa num tema tão importante como a participação política das mulheres, especialmente por ela ser a primeira mulher eleita presidenta do Brasil. E para aumentar a ilusão no suposto compromisso de seu governo com a valorização das mulheres, Dilma nomeou entre os membros da equipe de transição, quatro mulheres.

    Além disso, Dilma teria dado sinais “à sua equipe de transição de que quer um terço dos ministérios nas mãos de representantes do sexo feminino” (O Globo, 9/11/2010).

    Pelo que foi amplamente divulgado, também pela imprensa capitalista “a expectativa é de que Dilma quadruplique o número”, de mulheres titulares no Executivo que atualmente são apenas três, sendo que uma delas é, como não poderia deixar de ser, a titular da Secretaria de Política para as Mulheres, criada por Lula ainda em seu primeiro mandato, como parte da demagogia e integração do movimento de mulheres ao Estado.

    Até o final do mês de novembro, alguns nomes chegaram a ser divulgados como “cotados” para ocupar cargos. Alguns nomes já foram até confirmados, como o de Miriam Belchior, que substituiu Erenice Guerra depois do escândalo na Casa Civil em pleno período eleitoral, e deve assumir o Ministério do Planejamento no mandato Dilma.

    http://www.pco.org.br/conoticias/imprimir_materia.php?mat=24910

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  15. Cont... PARA MULHERES NO GOVERNO DILMA, NEM DEMAGOGIA


    No entanto, mal iniciaram as pressões e as disputas pelos interesses diversos da burguesia, principalmente no que diz respeito a ocupar cargos e cadeiras fundamentais para gerir o Estado, e o PT veio à publico declarar que “reduzirá cota de mulheres”. Segundo os membros da equipe de transição e deputados petistas, o problema está em conseguir que partidos aliados, com direito a ministérios no acordo para eleger Dilma, não estão indicando mulheres. Mas o fato é que o PT e o PCdoB não têm feito nenhum esforço para ampliar os espaços femininos no governo. Apesar das promessas e das ilusões disseminadas pelo PT e pelo movimento de mulheres no sentido contrário.

    Os primeiros acontecimentos envolvendo o governo Dilma não deixam dúvida quanto ao verdadeiro caráter do terceiro mandato do PT.

    Como denunciamos aqui os ataques começaram com o corte de verbas destinadas ao atendimento de necessidades básicas da população enquanto o governo Dilma pretende destinar R$ 942 bilhões para a amortização da dívida e o pagamento de seus juros e encargos – o equivalente a 49,2% do total de aproximadamente R$ 2,05 trilhões e a maior fatia entre todos os grupos de despesas. Enquanto isso, o montante destinado para a Seguridade Social - Saúde, Assistência e Previdência Social - fica com R$ 512 bilhões.

    A começar pelo corte no Orçamento da União, que prejudica especialmente políticas para mulheres e negros, passando pelo anúncio de privatização da Infraero, pela ditadura nos morros cariocas, e agora pela falácia da “ampliação da participação das mulheres no poder”, Dilma confirma, ainda sem ter tomado posse, que seu governo é a fachada de esquerda para a política da direita, do PSDB, para a ditadura e o fim das liberdades e conquistas democráticas. E principalmente que este será um governo em que a população não terá sequer a demagogia que foi o véu sob a qual procurou se esconder o governo Lula, para garantir um governo pró-imperialista e controlado pelos banqueiros.

    http://www.pco.org.br/conoticias/imprimir_materia.php?mat=24910

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  16. Li no blog do Nassif: A arte da superação de Lula, de Luiz Horacio,
    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-arte-da-superacao-de-lula#more

    Onde há um comentário sobre essa materia do blog Tá lubrinando.
    Parabéns, Dona Lô é arretada demais

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  17. Deu em O Globo
    No Brasil, entrevistas só para TVs

    Desde a eleição, Dilma Rousseff tem aparecido muito pouco em público
    A entrevista ao "The Washington Post " foi a primeira e única concedida por Dilma Rousseff desde que foi eleita presidente e conversou com algumas emissoras de TV, há pouco mais de um mês.
    Há dezenas de pedidos de entrevistas de jornais e revistas brasileiros à espera de uma resposta, mas não há ainda confirmação de que serão atendidos.
    Na viagem a Seul, entre 08 e 14 de novembro, ela deu coletivas rápidas mas, no Brasil, permanece calada e reclusa na residência oficial da Granja do Torto, em Brasília.
    Nos primeiros dias após a eleição, Dilma concedeu entrevistas para a TV Globo, Record e RedeTV!.
    Quando participou de um encontro do Diretório Nacional do PT, há três semanas, a presidente eleita anunciou que daria uma entrevista às jornalistas mulheres que cobriram a campanha presidencial.
    Mas a assessoria avaliou que isso criaria um problema com os jornalistas homens que também fizeram cobertura setorizada.
    Reclusa na Granja do Torto, Dilma Rousseff tem surgido muito pouco em público desde sua eleição.
    Participou de duas reuniões setoriais temáticas sobre Saúde e combate à pobreza, no Centro Cultural do Banco do Brasil, onde funciona a transição. Ali, nas reuniões internas, fez discursos.
    Ela não tem aparecido nem mesmo para formalizar a escolha de seus ministros.
    Os comunicados têm sido feitos através de notas curtas divulgadas por sua assessoria de imprensa.

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  18. Deu no Correio Braziliense
    A FORMAÇÃO DO GOVERNO DILMA
    Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

    À medida que avança a montagem do governo, fica mais visível a dificuldade que a maioria dos analistas tem de assimilar algo que as pessoas comuns entenderam com facilidade nas eleições deste ano.

    A ideia de continuidade, na verdade, é simples. Se você gosta de uma coisa, quer que ela permaneça. Se gosta muito, que ela seja, amanhã, o mais parecida com o que é hoje. Inversamente, se desgosta, seu desejo é que ela mude. Se desgosta muito, que mude completamente.

    Assim é com os governos. Quando uma administração bem avaliada termina, a maioria dos eleitores (logicamente) quer que ela continue. Se o bom governante pode ser reeleito, ótimo. Se não, se já cumpriu seu segundo mandato, a continuação, normalmente, acontece através de alguém indicado por ele, que se compromete a dar sequência ao que estava em curso. Os outros concorrentes fazem questão de dizer que não promoveriam grandes alterações se ganhassem.

    Quando um mau governo se encerra, o oposto é a regra: todo mundo quer mudança. Se for muito ruim, mudanças completas. Os candidatos fazem fila para atacar o culpado.

    No Brasil moderno, já tivemos exemplos de sucessões dos dois tipos nos estados e em inúmeros municípios. Este ano, vimos governos estaduais continuando, nas reeleições de vários (bons) governadores e na eleição de candidatos comprometidos com a continuidade. E vimos mudanças em alguns, quase sempre pela insatisfação com o trabalho de quem saía.

    Na sucessão presidencial, houve uma novidade. Foi a primeira vez que um presidente bem avaliado indicou alguém para sucedê-lo, o que não havia acontecido com Sarney, Collor ou Fernando Henrique. O mais parecido fora Itamar, mas seu governo não pode ser comparado aos dos outros.

    Lula indicou Dilma como candidata de continuidade, Dilma se comprometeu com ela e os eleitores acreditaram que era isso que ela faria. Seria extraordinário se, agora, ela desdissesse o que prometera. Que mandasse às favas as expectativas da maioria do eleitorado, que queria a continuidade.

    Quem se surpreende com a disposição da presidente de manter sua palavra são aqueles que não a levaram a sério. Que achavam, talvez, que, uma vez eleita, Dilma “poria as manguinhas de fora” e viraria outra pessoa.

    De fato, nossa história política está cheia de exemplos de candidatos que são uma coisa no palanque e outra no palácio. Mas nada, na biografia de Dilma, sugere que ela seja desse tipo.

    Nossos analistas não se conformam com o fato do primeiro escalão estar sendo montado, predominantemente, com integrantes do atual governo. Por isso, a cada vez que a presidente anuncia um novo nome, aplicam-lhe um teste. Se o indicado for alguém ligado a Lula, “se decepcionam”. Parece que desejam que Dilma tire coelhos da cartola a cada nomeação. Se não o faz, resmungam que ela exagera na dose de continuidade.

    Perguntados sobre o que acham da presidente, os brasileiros estão, majoritariamente, tranquilos em relação a seus atributos como governante. Em pesquisa nacional da Vox Populi concluída esta semana, 65% dos entrevistados a consideraram “preparada para administrar o Brasil” e 67% disseram que ela “ é uma líder, com capacidade de comando”. Discordaram 25% e 21%. Em outras palavras, mesmo muitos que não votaram nela a veem positivamente.

    É cumprindo o que prometeu que Dilma transformará expectativas em boa avaliação. Até o momento, seu principal compromisso, a continuidade, está sendo honrado na formação do governo.

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  19. Fiquei emocionada

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  20. Chega de babaquice dona Lô. Esse governo Dilma já nasceu com a marca do fracasso

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  21. Tenho muita esperança no Governo Dilma. Ela é uma mulher de fibra. Vai governar pela esquerda, muito mais que Lula. Ela é a Gração 68 chegando ao poder no Barsil. São outros quinhentos. Caro Benício, se prepare para perder, pois Dilma não fará um governo de fracasso. Ela não é o PSDB e nem o DEM

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  22. Fiquei muito feliz com a clareza e a beleza do seu texto. Inventar uma personagem para falar de política é ser muito raçuda Dona Lô é muito show

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  23. Dona Lô é mais uma sacada política e literária genial de Fátima Oliveira. E é bonita

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  24. Sebastião Almeida7 de dezembro de 2010 12:51

    De alto nível o artigo de Fátima Oliveira em O TEMPO de hoje sobre o Ministério da Saúde.

    "Pensando uma agenda estratégica para a área da saúde no Brasil"
    www.viomundo.com.br/voce-escreve/fatima-oliveira-uma-agenda-estrategica-para-a-area-de-saude-no-brasil.html

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  25. Dona Lô, minha amiga do peito, como sempre "tu" tem as "resposta" na ponta língua. Dilma deve de ta feliz com tanta demonstração de carinho.
    Um cheiro nas tuas bochechas.

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  26. Dona Lô construiu uma trincheira em defesa de da presidenta Dilma Roussef com muita sabedorai, prosa e poesia. Tiro meu chapéu pra você

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  27. Aêêêê Dona Lô é a maior. Com uma fiel escudeira dessas, Dilma está feita!

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  28. Essa dona Lõ é uma mulher sabida! Fátima uma escritora e tanto! Isso vai dar um livro delicioso!! beijosss

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  29. Saiu na BBC Brasil:


    Perfil de Dilma foi notícia mais lida do ano em site de jornal britânico

    DA BBC BRASIL
    Um perfil de Dilma Rousseff publicado antes do primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras foi a notícia mais lida do ano no site do jornal britânico “The Independent”, segundo uma lista publicada nesta quinta-feira pelo próprio site.
    A reportagem, publicada no dia 26 de setembro, previa a eleição de Dilma já no primeiro turno, uma semana depois, e dizia que ela se transformaria com isso na “mulher mais poderosa do mundo”.
    “A mulher mais poderosa do mundo vai começar a despontar no próximo fim de semana”, iniciava o texto, intitulado “Ex-guerrilheira Dilma Rousseff pronta para ser a mulher mais poderosa do mundo”.

    FORTE E PODEROSA
    A reportagem do Independent, porém, dava sua vitória já no dia 3 de outubro como quase certa. “Forte e poderosa aos 63 anos, esta ex-líder da resistência a uma ditadura militar apoiada pelo Ocidente (que a torturou) está se preparando para tomar seu lugar como presidente do Brasil”, dizia o texto.
    “Como chefe de Estado, a presidente Dilma Rousseff deixaria para trás Angela Merkel, a chanceler (premiê) da Alemanha, e Hillary Clinton, a secretária de Estado dos Estados Unidos: seu enorme país de 200 milhões de habitantes está se esbaldando em sua nova riqueza petrolífera. A taxa de crescimento do Brasil, que rivaliza com a da China, é uma que a Europa e Washington podem apenas invejar”, afirmava a reportagem.
    No início de novembro, já depois do segundo turno vencido por Dilma, a presidente eleita foi classificada pela revista americana Forbes como a 16ª pessoa mais poderosa do mundo.
    A relação das notícias mais lidas no ano no site do Independent coloca o perfil da futura presidente do Brasil à frente de notícias como a publicação da autobiografia do escritor Mark Twain um século após sua morte (2ª mais lida) e sobre uma pesquisa que poderia levar à cura do resfriado comum (3ª).

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  30. Marinalva Nogueira da Silva3 de maio de 2011 11:41

    Fátima, achei esse episódio o máximo!

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