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terça-feira, 22 de março de 2011

Dilma está virando o quindim de Iaiá do povo...



Fátima Oliveira

Ao chegar ao desembarque Dona Lô avistou Pedro com Estela e as crianças. Todos sorridentes. E pensou quão aconchegante é chegar em casa. No aeroporto de chegada, a gente já se sente em casa... Ô terrinha boa!
– Huuuuuuum, as crianças estão cheirosas que nem filhos de barbeiro...
– Ih, pensei que tivesse ido pro Chile na comitiva de Obama!
– Se quer saber mesmo Pedro, convidada até fui, mas estou na maior canseira, meu nego! Quis ir não! E também, não tinha tanta roupa pra trocar, como a Michelle Obama. Por Deus, como ela trocou tanta roupa num dia só! Increduincruz, Ave-Maria! Como é que estando com ela, ficaria com a mesmíssima roupa, enquanto ela exibia um modelito por hora? Humilhação demais pra mim, não acha Estela?
– Ave-Maria Pedro, nem deixa Dindinha chegar direito, vai logo caçando conversa...
– Que mané caçar conversa, mulher! Como não vou poder ir com ela pra Matinha, não estou aguentando esperar o próximo fim de semana para saber por que Lula não foi ao almoço com Obama. Até o turrão do Itamar Franco estava lá com seu topete nos trinques... Juro que pensei que ele declinaria do convite.
– E tu achas Pedro que Itamar perde um pão de queijo? A turronice dele, cheia de rompantes, é um estilo que ele cultiva com desvelo. No trato pessoal, Itamar Franco é uma pessoa afável até demais.
Até as crianças riram.
– Dindinha quer ir logo pra Matinha ou vai dar uma passadinha lá em casa pra tomar um café?
– Seeeeeeeeeeeei! Se engane não Dona Lô, Estela nunca perde a mania de nem dormir direito quando a senhora vai chegar de viagem. Quer mais é ver os presentes, oxente! É isso que ela quer...
– Nada de novo Pedro. Estelinha sempre foi assism. Acho que eu a acostumei muito mal, sempre dando muitos presentes. Mas não me arrependo. Notícias lá de casa, minha gente? Contem aí... E Mãe Zefinha, vai bem de saúde?
– Fora a lua de mel daqueles dois, que parece que não vai acabar nunca, sem sobressaltos por lá. Ali é um amor roxo, viu Dona Lô! Cesinha está se roendo de ciúmes. Estela está até pensando em arrumar uma psicóloga para ele...
– “Quêquisso” Pedro? Deixe de “inticar” com Gracinha e Zé Vaqueiro! Xamego é coisa boa. Ou você não acha? E Cesinha precisa mesmo é de uma “psitaca”, isso sim. O moleque tá achando que é dono da mãe dele, é? Pois vai ouvir poucas e boas. Jazim fica bom. Vou tolerar isso, não! Assim ele faz Gracinha sofrer. Isso nunca, jamais, em tempo algum, vou permitir! Sabe o que é isso? Falta de sarna pra se coçar! Se mamãe fosse viva já teria dado uma boa sova nele.
–...
E Pedro ria até quase se engasgar...
– Então pucardiquê fica nesse lero todo?
– Está bem. Mas, senhora, digaí por que Lula não foi almoçar com Obama? Tá o maior tititi... Especulações das mais cabeludas... Sei não, aí tem!
– Ah, é? Lembra da resposta dele quando foi convidado para a festa da Veja e esnobou? Vale pra Obama também! Com aquele ar bonachão Lula também sabe fazer desfeitas. É humano. Ele sabe que a vingança é um prato que se come frio. Obama bateu, levou o troco agora. Não sei exatamente porque ele não foi. Mas a sua ausência foi muito notada. E ainda vai render muito. Deve ter seus motivos e eu os respeito. Parece coisa de menino birrento, né não? Mas acredito que não é só birrinha, não! Falam que Obama antes de almoçar ordenou o ataque à Líbia. Lula é daqueles políticos, que eu diria, sensitivos... E marrento também!
–...
– Vai que ele pressentiu que a ordem para o início da Operação Aurora da Odisseia seria dada daqui, hein? Tudo indicava que sim. Espia só: a votação no Conselho de Segurança da ONU foi no dia 17... Brasil, China, Índia, Rússia e Alemanha se abstiveram. Os outros dez membros do Conselho de Segurança – EUA, França, Reino Unido, Líbano, Bósnia, Nigéria, Gabão, Portugal, África do Sul e Colômbia, votaram pelo ataque à Líbia. A Coalizão Internacional é constituída pelos EUA, França, Reino Unido, Itália, Canadá, Qatar, Noruega, Bélgica, Dinamarca e Espanha.
– Assim, nos termos da senhora, com essa coisa de décimo sentido, não é possível conversar...
– E por que não? E chega, né Pedro? Lula é “de maior”, manda na semana dele e pode fazer o que bem entender, até ficar quebrando a cabeça tentando botar Santaninha na Sé. No mais, pergunte a ele. Ah, a Dilma também deve saber...
“Mas claro que não vai contar, nunca, nunquinha...”, alfinetou Estela, acrescentando: “E o Carnaval Maranhense?”





– Ah, querida, levarei um mês inteirinho para contar tudo que vi. Esbaldei-me no meio da folia... O carnaval de São Luís é quente. Mudou muito e pra melhor. Está mais organizado. Muitos pontos de folia, o que dá um ar festivo à cidade inteira. É um carnaval diferente, centrado nos foliões, que a maioria do Brasil desconhece...
– Andei vendo pela TV. Valeu o tema de 2011: “Carnaval da Tradição – É você quem brilha. E faz brilhar”.




– Também é um carnaval que cresceu muito, mas está bem organizado. Fiquei admirada. Há a Passareal do Samba do Anel Viário, ali pros lados da Barragem do Bacanga, local para desfiles noturnos de Escolas de Samba, que quando eu era jovem eram chamadas de Turmas (Turmas de Samba) que promoviam arrastões por onde passavam. Coisa linda de se ver. Acabou. Trocaram pela imitação das escolas do Rio de Janeiro. Por exemplo, era Turma do Quinto... Era Turma da Flor do Samba. O que sei é que nos últimos vinte anos as Turmas de Samba viraram Escolas de Samba que, embora tenham crescido muito, não são a melhor parte do Carnaval de São Luís. Fui ver a Passarela do Samba apenas uma noite. E tive o desprazer de ver Sarney lá, de colar de havaiana no pescoço, é mole?



– ...
– Há os Circuitos da Litorânea, que é por onde trafegam os grandes trios elétricos e as grandes bandas e os grandes blocos; e os Circuitos do Centro, que a partir das 17:00 contam com muitas apresentações. Temos então os circuitos da Deodoro/Cajazeiras; do Portal do Ceprama; do Beco das Minas; da Vila Gracinha; da Praça da Saudade; do Ponto do Gavião, do Ponto de Fuga; do Ponto do Meio; e o Viva Maiobão, num conjunto habitacional popular. E entre o Portal do Ceprama e a Praça da Saudade, fica a Madre Deus, onde o bicho, tradicionalmente, pega. Coisa mais linda e fervilhante. A Madre Deus é a Madre Deus... Não há melhor lugar pra gente sentir o Carnaval da Ilha. Ali é o berço. E ponto final!

Madre Deus
– ...
– Quer dizer, em todos os circuitos cada dia você pode apreciar um pouco de tudo e pular seu carnalvazinho numa boa. Sem falar que os blocos de sujo são da mesma beleza dos de antigamente. Assim como a Casinha da Roça. Tambor de Criola também pra todo lado. Tribos de Índios e Blocos Afros pra todo lado. Ah, também algumas Brincadeiras de Ursos! E os Cordões de Fofões, nem se fala! Tudo um encanto! Estou de alma lavada e perfumada. E pernas moídas, uma semana depois...
– Que extravagância, Dindinha! Realmente tem coisa demais... Tudo muito bonito. Diferente! Sem falar na decoração dos corredores, que estava linda.



– E as comidas? Por Deus! Comi que só uma porca cevada. De caranguejada a camarão de tudo a quanto é jeito, sururu no leite de coco, peixe serra, pescada, tracei de tudo! Engordei mesmo que só uma porca no chiqueiro. Mas como não se empanturrar de caldeirada de camarão naquele lugar? Acho que nesses dias todos lá só comi carne umas duas vezes.
–...
– Comadre Fabiana, você bem sabe que é uma foliã de quatro costados. Fiquei naquela pousada do Olho D’Água que você gosta. Ali pertinho da casa dela. Foram cinco dias de farra.
“Viiiiiiixe, eu só queria ter metade desta sua energia”, murmurou Estela...




– Era assim: depois do café da manhã, ali pelas nove a dez horas, um banhozinho de mar. A gente se encontrava na praia. Sempre aparecia uma colega nossa dos tempos de escola. Na hora do almoço em geral íamos pra casa dela. Comilança. Depois eu ia pra pousada dar a minha cochiladinha da tarde. Lá pelas 16:00 Fabiana estava a postos.
– ...
– Andávamos com a programação do carnaval na mão. Andei por tudo quanto era lugar que tinha algum baticum de carnaval. Voltávamos lá pela meia-noite. Às vezes encontrávamos com compadre Claudionor, com aquela turma dele, quase todos bêbados bostas. Mas sem riscos. Claudionorzinho há anos aluga uma van pro pai pular o carnaval, as 24 horas. Muda de motorista a cada oito horas. Menino esperto, não? Minha comadre, não bebe nada, fora Guaraná Jesus, então eu estava bem servida de motorista.



– Ave-Maria Dindinha, ainda bem que não fui. Não daria conta mesmo!
– Sabia que podemos pensar em fazer um Carnaval da Tradição na Chapada do Arapari, um pouco nos moldes do de São Luís? Quero dizer, uma pequena imitação. E ainda ganhar dinheiro? Estou pensando aqui com meus botões... Nunca é demais trazer um dinheirinho pra cá... No primeiro ano a gente investe, bancando tudo. No ano seguinte já dá pra ganhar uma graninha. Vou conversar com a menina da minha agência de viagem. Ela é muito competente pra essas coisas de publicidade. Aliás, Ducarmo é publicitária de formação. Pode ser que role... Estou pensando em associar a ideia de um carnaval fora de época com a Vaquejada de Dona Lô. Fiz isso com o bumba-meu-boi e deu certo, não foi? Daqui pra junho eu resolvo.




– É, foi mesmo uma feliz ideia a de colocar uma apresentação de bumba-meu-boi abrindo a sua vaquejada. Chama muito a atenção e deu vida nova à vaquejada. Um toque mais cultural. Assim acho. E você Estela?
– Sei direito, não Pedro! Dindinha vive de inventar e reiventar coisas. Fico cansada só em pensar no tanto de coisa que ela vive maquinando. E ainda diz que festeira era tia Donana... rsrsrsrsrsr...

Alcione
– Senhora, mas que história é essa que alguns esquerdinhas que a senhora carrega no peito fizeram o maior furdunço com a historia de que Obama era persona non grata no Brasil?
– Ora Pedro, deixe de besteirada, sô! Isso aqui é uma democracia. Há liberdade de pensamento. Ora, por que todo mundo haveria de idolatrar Obama? Ora sim, senhor! Agora eu vi! Tempo do pensamento único já acabou, entendeu? Dilma recebe quem ela quiser desses mandatários com quem o Brasil mantém relações diplomáticas e comerciais: não faz mais do que a obrigação enquanto presidenta. Simples assim. E o povo também pode dizer o que desejar, oxente!
– ...
Embaixadora Maria Luiza Viotti
– Leu sobre a embaixadora do Brasil na ONU, Maria Luiza Viotti, na reunião do Conselho de Segurança? Foi precisa: “As medidas adotadas podem causar mais danos do que benefícios (...) Isso não significa uma aceitação do comportamento do governo líbio”. Eu, particularmente, acho que o Itamaraty é excepecionalmente bom mesmo é nos palcos da ONU. Dá gosto de ver...
– Como assim Dona Lô?
– Aqui dentro o Itamaraty patina de vez em quando. Acho que meteu o pé no jacá na visita de Obama que, aqui deveria ter sido recebido dando destaque à questão racial, mostrando que o governo brasileiro tem o propósito de combater o racismo. Dilma fez um breve menção em seu discurso, ao falar sobre o valor simbólico do encontro dos dois: “Os povos de nossos países ergueram as duas maiores democracias das Américas. Ousaram também levar aos seus mais altos postos um afrodescendente e uma mulher, demonstrando que o alicerce da democracia permite o rompimento das maiores barreiras para a construção de sociedades mais generosas e harmônicas”.
–...
– Mas foi pouco! Principalmente porque sendo Obama o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, teria sido uma grande jogada de marketing aproveitar a presença dele como um marco da celebração brasileira do Ano Internacional para Descendentes de Africanos. Você viu a ministra Luiza Bairros por lá? Nem eu! Pois acho que foi uma escorregada do Itamaraty, que deveria ter dado um destaque ao aspecto racial/étnico, já que o racismo está na base dos grandes problemas que o nosso país tem de resolver se quiser ser a nação inclusiva que nossa presidenta tem compromisso de fincar cada vez mais as bases... O resto é perfumaria. Ou catinga.
–...
– Fora ser um exemplo positivo de superação dos entraves do racismo, Obama é presidente dos Estados Unidos, cujo grande feito até agora foi expurgar George W. Bush da Casa Branca. De resto, cumpre o ritual colonialista e bélico da Casa Branca, que se pauta pela cultura do faroeste, ainda! Foi eleito para tanto. Tem de cumprir à risca a liturgia do cargo. Ou alguém tinha a ilusão que seria diferente? Ele é presidente e não imperador dos Estados Unidos! E como presidente tem poucos poderes e também não possui base social efetiva de apoio. E agora nem maioria parlamentar tem. Não é falta de boas ideias e nem de vontade política. É falta de poder mesmo. É o homem mais poderoso do mundo que internamente pode pouco.
–...
– Nem sempre faz o que deseja, mas o que é permitido no cargo em que ocupa. Viu onde deu a proposta dele de reforma da saúde? Vontade teve até demais, mas não pode. Não teve força política para universalizar a atenção à saúde. E nem terá! O Governo Obama é um governo acuado pela Tea Party*, a direita mais ranzinza e truculenta dos grotões estadunidenses, aquilo que se conhece por Estados Unidos profundo. O Tea Party é integrado por gente ultradireitista; nem partido político é, mas seus integrantes só votam nos republicanos mais conservadores e racistas! Enquanto que o Governo Dilma, é um governo em disputa. Temos de disputá-lo. Ah, deixa pra lá! “Ema, ema cada um com seus problemas”...
– E a popularidade de Dilma, lá nas alturas, hein?
– Rapaz, por onde passei senti que Dilma está virando o quindim de Iaiá do povo... É só elogios. Acho bom. Muito bom. Talvez tenha um pouco de sossego pra fazer o bom governo que precisamos. E que ela também deseja... A oposição está que nem boca de siri... Fechadinha, fechadinha. Sem discurso e se esfacelando. Até o Menino do Rio baixou o facho...
– Conforme o Data Folha “A presidenta Dilma Rousseff se igualou a Luiz Inácio Lula da Silva em popularidade no início do governo. Passados três meses desde que assumiu o comando do País, ela é aprovada por 47% dos brasileiros, segundo a pesquisa Datafolha, realizada em 15 e 16 de março. Em 2007, quando estava na mesma época de seu segundo mandato, Lula registrou 48% pontos. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, os dois governantes estão tecnicamente empatados”.
– Rapaz, Dilma né brinquedo, não! Disso eu sabia muito bem. Ela sabe transformar sua competência técnica em excelência política, apenas e tão-somente porque competência técnica para ela faz parte da sua visão de política! Foi isso que Lula viu nela. Nem mais, nem menos. E acertou!


Matinha de Dona Lô, Chapada do Arapari, 22 de março de 2011
Café com a presidenta* “O nome de Tea Party é uma referência ao Boston Tea Party de 1773 (Festa do Chá de Boston), ou o Manifesto do Chá de Boston, uma ação direta dos colonos americanos de Boston, contra o governo britânico e a Companhia das Índias Ocidentais, que detinha o monopólio do chá que entrava nas colônias. No porto de Boston, um grupo de colonos abordou os navios carregados de chá e atirou a carga às águas, em protesto contra o monopólio e o imposto sobre o chá, que consideravam abusivo”. http://pt.wikipedia.org/wiki/Movimento_Tea_Party


Quindim de Iaiá

Ingredientes:
12 gemas

450 g de açúcar
1 colher de sopa de manteiga
1 coco ralado
Gotas de limão para a calda


Modo de fazer: Rale o coco e não retire o leite. Coloque o açúcar numa panela com um pouco de água e umas gotas de limão e leve ao fogo para obter uma calda grossa. Passe as gemas por uma peneira (não de metal). Deixe esfriar a calda e junte as gemas peneiradas, o coco ralado e a manteiga, mexendo bastante. Despeje em forminhas untadas com manteiga e leve ao forno quente, em banho-maria, para assar.
(Dá 15 porções)

Caldeirada de camarão maranhense


A "Caldeirada de camarão" é prato tradicional do Maranhão, mais especificamente da Ilha de São Luís, que se tornou célebre como o prato principal da Base do Germano. Corre a lenda que ele, o Germano, jamais deu a receitas para alguém. Portanto a famosa "Caldeirada do Germano", ninguém mais sabe fazer, pois ele já faleceu e não deixou herdeiros de sua receita.



Caldeirada de camarão
Ingredientes:
- 1 ½ kg de camarão lagosta fresco (camarão graúda) sem as pernas e sem as cabeças. Reserve as cabeças para fazer um caldo com 1 litro de água
- 2 dentes de alho descascados e amassados
- 3 tomates sem pele e sem sementes picados
- 2 cebolas médias picadas
- 1 pimentão verde sem sementes picado
- 1 maço de cheiro verde picado (salsa, cebolinha e coentro)
- ½ xícara (chá) de extrato de tomate
- ¼ xícara (chá) de azeite de oliva
- Caldo de 1 limão
- ½ xícara (chá) de creme de leite
- ½ xícara (chá) de leite de coco
- 1 litro de água fervente
- Sal a gosto

Ingredientes para o pirão:
- 1 xícara (chá) de farinha branca de mandioca peneirada e umedecida com água
- 1 litro do caldo do cozimento
- 1 colher (sopa) de manteiga
- Sal a gosto


Modo de fazer:
Bata as cabeças dos camarões no liquidificador com 1 litro de água. Coe e reserve. Faça um refogado com camarão, alho, tomates, cebola, pimentão, cheiro verde, extrato de tomate e caldo do limão. Junte o caldo reservado e deixe cozinhar por 5 min. Retire a metade e coloque em outra panela para fazer o pirão. Adicione creme de leite e leite de coco. Cozinhe em fogo baixo por mais 1 minuto.
Modo de fazer o pirão:
Misture a farinha ao caldo com manteiga e sal. Se necessário, mexa até engrossar.


Caldeirada requintada
(Receita de Admée Duailibe)

Ingredientes:
- 3 quilos de camarão lagosta
- 4 tomates maduros
- 4 cebolas
- 4 maços de cheiro verde
- 2 cabeças de alho
- 1 lata de extrato de tomate
- 1 vidro de cat-chup apimentado
- 1 lata pequena de azeite doce
- 500 gramas de manteiga
- 2 garrafas de leite de côco
- 3 latas de creme de leite
- 4 colheres de maizena
- Vinagre para lavar os camarões
- Sal, limão e pimenta à gosto.

Modo de fazer a caldeirada:
Lave muito bem o camarão com casca, em água pura e por último com vinagre. Escorra a água.
Corte a cabeça do camarão no encontro do tronco e vá colocando em duas bacias para temperar (tronco e cabeça).
Coloque nas duas bacias os temperos igualmente (2 tomates, 2 cebolas, 2 pimentões, 2 cheiros verdes, 1 cabeça de alho socado com sal, pimenta e limão à gosto, 1/2 lata de extrato de tomate, 1/2 vidro de cat-chup) e ponha para refogar no azeite doce, um em cada panela.
Quando começar a refogar ponha o leite de côco nos dois, antes de colocar a água.
Deixe cozinhar um pouco. A cabeça leva mais água e o camarão menos. Passe no liqüidificador as cabeças com o caldo, peneire e reserve. Reserve também os camarões.
Passemos agora para o pirão. Vá molhando com água fria aos poucos a farinha seca e deixe o caldo esquentando. Coloque a farinha molhada dentro do caldo e vá mexendo até cozinhar bem. Não é para ficar muito grosso. Quando notar que já está cozinhando, acrescente 1 lata de creme de leite e a metade da manteiga e deixe ferver mais um pouco até ficar bem homogêneo e cremoso.
Voltemos agora para a terminação do camarão. Ponha novamente no fogo já com a as 2 latas de creme de leite misturadas com a maizena e a outra metade de manteiga. Vá mexendo levemente até engrossar um pouco o caldo do camarão.
Caso não tenha prática de cozinha faça este processo só com o caldo em outra panela e depois junte.
Está pronta a caldeirada.

20 comentários:

  1. Ave-Maria Dona Lô, como a gente não se encontrou, hein mulher? Eu estava doidinha pra trocar uma ideias com você

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  2. Fátiam, nem sei se foi melhor o carnaval ou a comilança. Putz, as receitas de caldeiradas de camarão são nota dez

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  3. Dona Lô é o cão chupando manga e pra defender a presidenta Dilma Roussef não ninguém que se iguale a ela

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  4. CONT...


    A recusa de Lula é que acendeu os sinais amarelos. Afinal, quem tem o poder de ofuscar também tem o de boicotar. Lula nunca pode perder de vista que é um ex-presidente forte e que suas ações têm consequências. O problema das consequências, como costuma dizer o ex-senador Marco Maciel, é que elas nunca veem antes. É presunção dizer que Lula ofuscaria Dilma (e Obama), se fosse ao almoço. Cai na mesma categoria a explicação segundo a qual o ex-presidente não foi porque “o momento” é de Dilma.

    A outra explicação é que Lula guarda “quarentena”. Bobagem. O ex-presidente ficou desobrigado no momento em que recebeu o convite de Dilma Rousseff. Lula poderia ter inventado uma viagem ou uma conferência marcada com antecedência. Se não quisesse aparecer mais que a anfitriã ou o convidado, bastaria se comportar como FHC, o principal líder da oposição presente ao regabofe: discretamente.

    Sem alarde, a presidente Dilma Rousseff vem estreitando seus laços com Minas Gerais, sua terra natal e principal território da mais promissora candidatura do PSDB para 2014. O governador tucano Antonio Anastasia foi o primeiro a ser recebido por Dilma, no Palácio do Planalto, e já esteve com ela outras duas vezes.

    A primeira, na reunião dos governadores da Sudene, em Sergipe. A última, em Uberaba. Ainda este mês Dilma pode ir a Minas para o lançamento de um programa social do governo (Rede Cegonha). No dia 21 de Abril ela receberá a Medalha da Inconfidência e será a oradora oficial da solenidade em Ouro Preto.

    Em menos de 90 dias de governo, Dilma já despachou quatro ministros a Minas Gerais: Orlando Silva, dos Esportes, José Eduardo Cardozo, da Justiça, Fernando Bezerra, da Integração Nacional e Ideli Salvatti, da Pesca. Dilma também esteve sempre presente durante as enchentes em Minas. Dilma já escolheu até o local para o escritório da Presidência em Belo Horizonte. Por fim, no almoço em homenagem a Barack Obama, cumprimentou o ex-presidente com a seguinte frase: “Nós mineiros somos muito jeitosos”.

    Raymundo Costa é repórter especial de Política, em Brasília. Escreve às terças-feiras

    O protagonismo às avessas de Lula
    Autor(es): Raymundo Costa
    Valor Econômico – 22/03/2011

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  5. O protagonismo às avessas de Lula
    Autor(es): Raymundo Costa
    Valor Econômico – 22/03/2011

    De todas as desculpas atribuídas a Luiz Inácio Lula da Silva para não ir ao almoço no Itamaraty em homenagem a Barack Obama, a pior é a de que o ex-presidente não queria “ofuscar” sua sucessora, Dilma Rousseff. Trata-se de uma desculpa recorrente na corte lulista. Não é a primeira vez que ela aparece. O ex-presidente deve refletir sobre suas implicações. Essa é uma justificativa que diminui Dilma Rousseff, uma presidente em franco processo de afirmação, como demonstra a pesquisa Datafolha divulgada semana passada – 47% de bom e ótimo, o melhor primeiro ano de um novo governo desde a redemocratização.

    Pior ainda, é uma desculpa que diminui o próprio Lula: ao não comparecer ao almoço no Itamaraty o ex-presidente cometeu uma descortesia com Dilma, que o convidou, não importa se por telefone, carta, e-mail, telegrama ou pelo cerimonial do Ministério das Relações Exteriores. E uma grosseria com Obama. Lula foi o primeiro presidente sul-americano recebido pelo americano, após sua eleição, no salão oval da Casa Branca.

    Posteriormente, num encontro do G-20, em Londres, Obama voltou a festejar Lula, desta vez como o “político mais popular da terra”. Enfim, “o cara”.

    Brasília é uma cidade de muros baixos, sabe-se que Lula não gosta de Obama e há indícios de que a recíproca é verdadeira. A inflexão de Lula em relação aos EUA é localizada a partir de 2005, quando o ex-presidente recorre a sua base social para enfrentar a crise do mensalão e a tentativa do impeachment. As relações deterioraram de vez com as respostas de Lula aos afagos de Obama, como a aproximação com o Irã. O então presidente brasileiro não escondia um certo ar debochado quando falava de Obama.

    As relações políticas, internas ou externas, não devem ser marcadas por gostos pessoais. A escala é a razão de Estado. Neste aspecto, Dilma marcou um gol de placa ao convidar para o almoço com Obama todos os ex-presidentes brasileiros, desde a redemocratização. Um processo, aliás, que completou 25 anos na quarta-feira, o mais longo período de normalidade democrática vivido pelo país desde a proclamação da República, nos idos de 1889. Estavam lá José Sarney, do eternamente governista PMDB, Fernando Collor (PTB), ex-inimigo com o qual Lula agora troca afagos, Itamar Franco, um independente no PPS, partido de oposição, e, para alergia de muito petista, Fernando Henrique Cardoso.

    Nada mais representativo da estabilidade da jovem democracia brasileira, na qual, em um quarto de século, todo o espectro político se revezou no poder; a superinflação foi domada; um presidente da República sofreu o impeachment e a oposição – no episódio do mensalão – aprendeu que não é possível arriar um presidente do poder sem o apoio das ruas. Estabilidade que contribuiu para o atual estágio de desenvolvimento do país e sobre a qual o Congresso deve refletir com cuidado, se estiver mesmo disposto a fazer uma reforma para aperfeiçoar o sistema político.

    Quando Lula recusou o convite de Dilma para o almoço, aí sim, o ex-presidente se transformou em um protagonista do evento. É presunção dizer que ele ofuscaria Dilma, se tivesse ido à festa. É fato concreto que sua ausência provocou uma série de especulações sobre a solidez da política de reaproximação de Dilma com os EUA, quando se conhece a influência de Lula sobre o governo da presidente e o PT, partido ao qual são ligados alguns dos movimentos sociais que armaram os protestos com ar déjà vu contra a visita, no Rio de Janeiro.

    Os temores da comunidade internacional não deixam de fazer sentido, quando se alega que Lula deixou no Palácio do Planalto seu principal assessor para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, homem-chave na articulação com a Venezuela de Hugo Chávez e Cuba dos irmãos Castro. Pode também não passar de paranoia. Marco Aurélio Garcia aparentemente ficou um degrau abaixo do Itamaraty nas providências relâmpago que viabilizaram a viagem de Obama ao Brasil em menos de 90 dias de governo de Dilma Rousseff.

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  6. Guilherme Nogueira23 de março de 2011 20:52

    Pra mim é indiferente esse papo sobre Obama. me interessa a Dilma. Nela confio. No mais, as receitas de Dona Lô fizeram de mim um homem feliz

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  7. Valdelice Moreira Arruda24 de março de 2011 05:27

    Dona Lô é festeira mesmo. Se esbaldou no Carnaval da Ilha. Adorei as receitas

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  8. Vanda Barreto Souto24 de março de 2011 14:18

    Dona Lô, adorei tudo. E cadê uma receita de caranguejada maranhense, mulher

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  9. Tô com Dona Lô e não abro. tanto sobre o carnaval da Tradição, como em relação a Obama

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  10. Um retrato bem bacana do Carnaval ludovicense atual. Vou procurar uma receita de caranguejada maranhense tradicional pra colocar aqui no Tá Lubrinando

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  11. RECEITAS DE CARANGUEJADAS

    Caranguejo: Caranguejo ensopado; patinhas à milanesa, casquinha de caranguejo, peito de caranguejo com arroz e leite de côco, caranguejo cozido e quebrado, torta de caranguejo.
    Para abater o caranguejo: Segurando o caranguejo pelas costas, use uma faca pequena de lâmina, introduzindo pela boca do caranguejo, até alcançar o fim do casco
    Aguarde alguns minutos, até que esteja totalmente abatido
    Para limpar o caranguejo, use uma faca de lâmina e raspe todo o pelo do caranguejo
    Use uma pequena escova para limpar todo o caranguejo
    Há uma parte, similar a uma tampa, embaixo do caranguejo, que deve ser removida


    CARANGUEJADA SIMPLES
    Ingredientes:
    8 caranguejos (1 corda)
    2 xícaras de coentro
    2 xícaras de tomate
    2 xícaras de Cebola
    1 xícara de pimentão
    4 dentes médio de alho picado
    2 xícaras de extrato de tomate
    1 colher de sopa de azeite
    Sal e pimenta-do-reino a gosto


    Modo de fazer:
    Para abater o caranguejo: Segurando o caranguejo pelas costas, use uma faca pequena de lâmina, introduzindo pela boca do caranguejo, até alcançar o fim do casco
    Aguarde alguns minutos, até que esteja totalmente abatido
    Para limpar o caranguejo, use uma faca de lâmina e raspe todo o pelo do caranguejo
    Use uma pequena escova para limpar todo o caranguejo
    Há uma parte, similar a uma tampa, embaixo do caranguejo, que deve ser removida

    Em uma panela grande (que caibam todos os ingredientes e o caranguejo, coloque o azeite, a cebola e o alho
    Doure e acrescente o tomate, o pimentão, o sal e a pimenta-do-reino
    Adicione um pouco de água, para não secar
    Adicione o extrato de tomate
    Acrescente os caranguejos e encha a panela de água, até que os caranguejos fiquem totalmente cobertos pela água
    Verifique o sal novamente
    Deixe cozinhar por 45 minutos
    Quando estiver pronto, tire do fogo e acrescente o coentro Pirão:
    Retire o caldo do caranguejo depois de pronto: a cada 500 ml de caldo, 1 xícara de farinha de mandioca
    Leve ao fogo numa panela o caldo, e vá adicionando a farinha aos poucos, sempre mexendo com uma colher em sentido giratório
    Depois que começar a ferver, deixe cozinhar por 1 minuto e retire do fogo
    Sirva com arroz branco e pirão, feito com o caldo do caranguejo


    CARANGUEJADA INCREMENTADA
    Ingredientes:
    ■12 caranguejos
    ■2 1/2 xícaras de água
    ■1/4 de xícara de vinagre
    ■Suco de dois limões.
    ■2 1/2 xícaras de leite de coco
    ■4 colheres (sopa) de azeite
    ■1 colher (sopa) de alcaparra
    ■10 azeitonas verdes sem caroço
    ■1 pimenta-dedo-de-moça (ou malagueta bem pequena, se preferir)
    ■Salsa, cebolinha e coentro a gosto

    Modo de fazer:
    Caranguejos bem escovados, cozinhe-os por 15 minutos em duas xícaras e meia de água com o vinagre e o suco de limão.
    No liquidificador, faça um creme com o leite de coco, o azeite, as alcaparras, as azeitonas e a pimenta.
    Numa panela, junte o creme, salsa, cebolinha e coentro a gosto, sal, duas xícaras e meia de água e os caranguejos
    Cozinhe por 10 minutos e sirva-os inteiros com um martelinho para quebrar a casca.

    CARANGUEJADA AO LEITE DE COCO
    Ingredientes:
    4 dentes de alho
    1 cebola
    1 tomate
    2 colheres de azeite de oliva
    1 coentro
    1 colher de chá de corante
    1 garrafa de 500 ml de leite de coco
    8 caranguejos
    1 pitada a gosto de sal

    Modo de fazer
    Em uma panela grande coloque o azeite e frite a cebola e o alho junto com o corante
    Coloque o tomate e deixe refogar, coloque o leite de coco e a metade do coentro
    Quando o tomate estiver quase um creme coloque os caranguejos limpos na panela
    Cubra com água e o restante do coentro, deixe cozinhar, prove o caldo e veja se precisa de um pouquinho de sal

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  12. CASQUINHA DE CARANGUEJO

    INGREDIENTES:
    ½ kg de carne de caranguejo 20 casquinhas de caranguejo 2 cebolas, 2 tomates, 3 dentes de alho e 1 pimentão ½ copo de vinagre branco 1 ruma de pimenta do reino, uma ruma de cominho, uma ruminha de sal e azeite de oliva a gosto.

    Colocar a cebola picada para dourar, depois acrescenta os demais temperos, (pimenta, cominho, alho picado) com ½ copo de vinagre. Coloca o cheiro verde, os tomates esmagados, o pimentão cortado em pedacinhos. Quando o tempero estiver bem cozido, acrescente o azeite de oliva a gosto (pelo menos 3 colheres).
    Depois acrescenta-se a carne de caranguejo e ferve-se por cinco minutos. Encha as casquinhas de caranguejo e enfeite-as com folhas de salsa.

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  13. Dona Lô, não me aguentava de saudade de tuas prosas.Que bom que tu apareceu, mulé!
    Eitá que belezura esse carnaval do Maranhão. Gostei de ver a importância que o maranhense dá a sua cultura. Parabéns procês.
    Fátima,acho que Dona Lô andou participando da comitiva que acompanhou Obama no Brasil. A danada sabe tudo sobre a visita do home.

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  14. Márcia Melo Marinho24 de março de 2011 22:11

    Dra. Fátima, aDona Lô é uma personagem cativante. Ela é Lula e Dilma até debaixo d'água mesmo. O presente episódio é massa demais. Carnaval do Maranhão e discussões política das boas. As receitas são de dar água na boca. Eita nós!

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  15. Enoli Matos Pereira25 de março de 2011 00:52

    Sou apaixonada pelos fofões do Carnaval de São Luís do Maranhão. Alguém sabe a origem deles? Acho intrigante porque sendo São Luís uma cidade fundada por franceses e não por italianos (donde se originam os fofões), eles não deveriam existir por lá...
    Mas o que sei que o fofão é uma fantasia carnavalesca exclusiva do carnaval do Maranhão, já pesquisei sobre o assunto.
    ......
    Fofão

    Fantasia que só existe no carnaval maranhense. Alguns dizem que tem origem no bufão medieval que tem a mesma tradição do bobo da corte, cuja função essencial era a de fazer rir. Outros afirmam que o fofão descende do Polichinelo da Comédia Del Arte italiana. Embora exista em vários estados do Brasil, só no Maranhão é conhecido pelo nome de fofão. A fantasia consiste em um largo macacão de chita ou de seda com guizos nas extremidades da gola, das mangas e das pernas e uma horripilante máscara de borracha ou de papel machê com bocarra e calombos na fronte e bochechas e geralmente um nariz enorme insinuando um pênis.

    Solitário ou em grupo, o fofão, com seu grito: Ulá! Lá ! Lá!, sua boneca, que entrega às pessoas para que lhe restitua junto com algum dinheiro, e sua varinha, para espantar os cachorros, foi a alegria e o terror de muitas crianças nos carnavais maranhenses.

    http://cmfolclore.sites.uol.com.br/velhoscarnavais.htm

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  16. Ivette Gomes Moreira25 de março de 2011 08:53

    Dra. Fátima, sou sua fã de carteirinha. Seus escritos, além de divertir, instruem sempre. Sou Lulista e Delmista, com certeza. A imprensa e os meios de comunicação em geral, falam e inventam tanta besteira, só para tentar arranjar espaço para a oposição. Existem ausências que são mais notadas e significativas do que presenças e, neste quesito, Lula mais uma vez "é o cara". Ele ofuscou mesmo, foi o FHC. Lula é um bom "fazedor" de auto-notícia e assim o fez, com competência. Pouco se falou dos ex-presidentes presentes ao evento, contudo, todos os meios de comunicação ainda não pararam de falar e especular sobre a ausência do Lula. Só a Dilma poderá nos dizer o porque de sua ausência. Com certeza, para ela não foi uma desfeita. O Lula deve ter-lhe explicado, nos mínimos detalhes, para ela poder aprender um pouco mais sobre esta política que aí está.
    Afora o simbolismo da vinda de Obama, apenas três meses após a posse da presidenta Dilma, o que fica evidente é que Lula deixou sua marca ao dizer que o Brasil não podia continuar com a síndrome de cachorro vira lata, que tinha mesmo. Em outros tempos o Brasil teria corrido a pedir audiência ao Obama: lamber as botas e abanar o rabo, sem dúvida alguma. A presidenta Dilma ficou na sua e Obama teve que vir a ela. Foi recebido como manda o protocolo, mas o nosso "quindim de Iáiá", no dizer de dona Lô, não deixou de fazer cobrança. O que o Obama veio fazer foi bem claro: buscar trabalho para os seus, pedir reserva de petróleo para seu País, com medo do futuro no Oriente, pedir para que se continue a fazer grandes importações dos States, para dar emprego aos norte americanos. A situação deles continua séria. Dilma ouviu tudo e, tenho certeza, só fará o que for bom para o Brasil. Concordo com os comentários sobre o péssimo trabalho do Itamarati, nesta recepção. Será que não vão acabar nunca as idas a escolas de samba e as visitas a favelas?
    O racismo não foi abordado, sendo ele um problema grave no mundo. Deu até a impressão que o Obama era branco. Aliás, parece que a família dele não quer muito saber de sua própria negritude. Parte de sua descendência é africana. Porque então Michele estica o cabelo e suas filhas não ostentam penteados afros, tão graciosos nas crianças? Tão meninas e já de cabelo esticado. Confesso que estas coisas me decepcionam um pouco, já que fui uma das "eleitoras" de Obama, no Brasil.
    Quanto ao Carnaval no Maranhão, descrito com tanta propriedade, bem como seus comes e bebes aguçaram o lado turista de dona Sarita, que já está entusiasmada e colocando como seu objetivo para o próximo ano. A fantasia será de Fofão.
    Abração, Ivette
    Abração

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  17. Leilane Ferreira Leite26 de março de 2011 09:42

    Dona Lô nos mostra o melhor do Carnaval de rua de São Luís. Os debates sobre a política são enriquecedores

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  18. Vanessa Costa de Lima27 de março de 2011 23:16

    Fátima, sou maranhense e fiquei muito alegre de encontrar seu maranhensíssimo blogue. Adorei Dona Lô, maranhense da gema e mais que ela não há. Pode haver igual. Mas precisava colocar a foto de Branca com seu pai? rsrsrsrsrs

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  19. Antônio Francisco28 de março de 2011 19:53

    É verdade: Dilma está virando o quindim de Iaiá do povo...

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  20. Janete de Barros30 de maio de 2011 10:07

    Dona Lô, um cheiro. Adorei a senhora

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