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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Dilma precisa conhecer a São Luís boieira pra entender os sotaques do boi...


Fátima Oliveira

No fundo, no fundo, o que vale num boi não é apenas a cintilância; o que diferencia um boi do outro é o sotaque. No mais, é tudo bumba-meu-boi... Do mesmo jeitim da política.
É, bumba-meu-boi é coisa complexa, não apenas pelo sincretismo e pelas relações de poder que desvela...


Há muito mais no “Auto do boi de Catirina e Pai Francisco” do que supõe a nossa vã filosofia... Boi tem ciência. E é complexa... É uma ópera popular reveladora do inconformismo e da insubordinação. É toda uma cultura de resistência. Por isso foi proibida pelas elites maranhenses durante um século, porém o povo não deixou o bumba-meu-boi, uma dança de preto, morrer!  
Pra entender o bumbar do boi, é só vendo e se inebriando no sotaque...
Comadre Fabiana não se cansava de falar que eu perdi uma das coisas mais bonitas do São João 2011 em São Luis, que aconteceu no dia 22, véspera de minha chegada, que foi o 4º Clarins da Ilha, um cortejo dos bois de sotaque de orquestra.
– Mulher é uma coisa das mais lindas do mundo! No comecinho da noite, lá pelas 18:00 às 19:00, os bois participantes do Clarins começam a se concentrar na Igreja de São João e ficam brincando. Dali sai o cortejo pro Arraial da Praça Maria Aragão. E a chegada lá é uma apoteose. Emociona.
– Deve ser mesmo. E que bois participaram?

– Do 4º Clarins da Ilha? Espera:
Bumba-meu-boi Encanto do São Cristovão
Bumba-meu-boi da Ilha
Bumba-meu-boi Brilho da Juventude
Bumba-meu-boi Trono de Ouro
Bumba-meu-boi Encanto da Ilha
Bumba-meu-boi de Redenção
Bumba-meu-boi da Lua
Bumba-meu-boi Encanto do Olho D’água
Bumba-meu-boi Mirantes da Ilha
Bumba-meu-boi Upaon Açu
Bumba-meu-boi Brilho do Jardim América
Bumba-meu-boi Magia e Encanto da Ilha

– Está bem. Cada nome lindo! No próximo ano não perderei. Mas a culpa é sua que não falou nenhuma vez nesse tal cortejo...
Donato Alves, cantador do Boi de Axixá - (Sotaque de orquestra)
Amos ou cantadores de boi

E de arraial em arraial, me fartei de ver de tudo um pouco. Tambor de criola, as danças juninas: quadrilha, coco, lelê, cacuriá...



Dona Tetê


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... E os bois! Cada um mais mimoso que o outro. E cheguei à procissão de São Pedro, no dia 29, lá na Madre Deus, com tanta gente que acabei só vendo e sentindo a muvuca. Quem tem tempo de pensar em santo numa coisa daquela?!
Pense num mar de gente! De qualquer modo, como mamãe dizia: “No dia do santo não tem de pensar em santo, é só festejar que ele se agrada”.


Mas mar de gente mesmo é na festa de São Marçal. Eu até hoje estou encanfinfada pra saber de onde esse povo daqui descobriu esse santo que pouca gente conhece, em alguns cantos de Portugal e da França, afora o povo da Ilha de São Luís, que há 84 anos faz essa festa monstra pra ele no bairro do João Paulo. De qualquer modo, é importante pra ter virado santo na consideração do povo, né não?


Aquilo é uma festa sem limites. Dura um dia inteiro. Claro que não vi tudo!  Fiquei por lá umas quatro horas e me mandei pro aeroporto pra pegar o vôo das 16:00  rumo à minha casa. Não importa quanto tempo fiquei lá! O que vale é poder dizer que estive numa São Marçal. Uma distração e tanto, mas estou cansada que só uma égua velha de carga. Em casa, é botar os pés pra cima e cochilar até mané...

Eram os pensamentos de Dona Lô a caminho do aeroporto, onde pegou a sua bagagem, que deixara cedo da manhã no guarda-volumes. Fez um lanche reforçado e entrou no avião...  Estava se sentindo desmilinguir, feito lixo biodegradável.
Só acordou quando uma comissária, batendo de leve em seu ombro, perguntou se ela não iria descer ali...

Mal saiu no desembarque, ao lado do seu motorista estava Pedro...
“AVE! Eu não mereço ter Pedro em meu encalço, logo hoje... Mas fazer o quê? Falam tanto mal de sogra, mas de genro carrapato, nada!”
– E aí, tá mandando o que Dona Lô?
– Eu? Desde quando eu mando em alguma coisa Pedro? A mulher que manda aqui é a filha do Sarney e no Brasil, é Dilma. Como não sou nem uma e nem a outra, fim de papo...  E cadê Estela, meu filho?
– Ah, hoje ela está com uma inspeção de fora lá no serviço dela. Não teve como vir. Logo mais à noite haverá um jantar lá em sua casa, que ela está oferecendo pra essas autoridades. Pediu pra senhora ficar. Vim com a finalidade de convencê-la a ficar, mesmo sabendo que pediu ao motorista pra vir buscá-la pra seguir logo pra Chapada. O que me diz?
– De jeito maneira Pedro! Estou há muitos dias fora de casa, meu nego. As coisas estão largadas por lá. Preciso ir. Sem falar que sou uma mulher só o bagaço. Festa é bom, mas também cansa um bocado. Fiz tudo demais. Comi, bebi, brinquei... Agora, ao trabalho, né? Mulher que não é teúda e nem mantéuda de ninguém tem de dar conta de sustentar com seu próprio suor. Ou não é, mané?
– E as políticas senhora?
– Qual política, siô?! Nada de política, não é? Só politicagem arraia miúda. Ou, pelo menos eu não sei de nada, fora que nunca vi um vice tão poderoso quanto Michel Temer. Preocupante, viu? Dilma precisa dar uma baixada na crista dele, jazim, jazim... Antes que tome gosto pelo poder e passe a atrapalhar ainda mais o governo. Eu bem que avisei: todo cuidado é pouco na lida com profissionais. Cê sabe, no PMDB só tem profissionais... Ah, tem o galho do Fernando Henrique também, né?
– Que galho, senhora?
– Não se faça de besta Pedro! “Dizque” o menino que diziam que era dele, que ele levou e anos anos para registrar não é dele?! “Dizque” o DNA deu que não é dele de jeito maneira! Como é filho, “carne de minha carne”, se não deu no DNA? Quer dizer, o cara levou galho... Vai pra eternidade como galhudo, com aquela mesma cara e a boca de sulapa...
– E se o DNA foi trocado? Pode acontecer...
– Mas errar em duas amostras? Dificil, não? Deu no jornal que já fizeram duas amostras. Cada uma num lugar. Tudo negativo dele como pai. O DNA escancara. O DNA é testemunha, meu santo! Agora ele perdeu o eixo. Tá aí de cara grande, com os chifres bem pontudinhos...
– ...
– Ele e a Globo, que falam, as más e as boas línguas, sustentou anos e anos a mãe do menino fora do Brasil. Não sei. É o que dizem. Está em todas as bocas e botecos. Eita mundão sem porteira e sem mataburro!
– Senhora, olhe a língua!
– Mas isso não é de minha conta, deixa pra lá! Todavia o escândalo político mesmo é ele andar declarando que “assinou sem ler decreto de sigilo eterno”. Perdeu o senso, só pode! Anda vendo estrelas demais, a mais perfeita tradução de Olvao Bilac... O que não se faz pra acobertar um galho, né não? Inventa-se qualquer coisa. Qualquer tangente serve... Para a maioria dos homens vale tudo, menos a cornice, ou não é? Nada mais machista.
– E a Myrian Rios, hein?
– Aquilo é arraia miúda que fere. Muito. Mas a militância está indo pra cima dela bonito. Agora falta o PDT se pronunciar. Não pode, né Pedro, o PDT não pode manchar a memória de Brizola dessa maneira servindo de sigla de aluguel pra essa gente da Renovação Carismática, não é? Que atraso de vida!
– Mas ela é da Canção Nova Dona Lô...
– E daí? É tudo um balaio só.  A Canção Nova é parida da Renovação Carismática. Lembra o que fizeram na campanha eleitoral de Dilma? Meu filho, esse povo junto com Opus Dei, que é outra linha conservadora católica e que vive de destratar os carismáticos, eu dou um pelo outro e não peço troco e entrego os dois pra quem quiser levar, desde que fiquem longe de mim... Uns lunáticos! Sou pela liberdade de religião, de fé, de crença, de não ter nenhuma também, mas que não me venham querer impor seus credos pro conjunto da sociedade... As fés, as religiões de modo geral, cometem um erro crasso quando atacam a democracia, que é o melhor dos mundos pra qualquer uma delas. O resto é antice. Das grossas...
– ...
– No mais Pedro, como não há festejos de São João durante o dia, acompanhei o andar da carruagem... Pedro Novais, esse ministro do Turismo que Saney aboletou num ministério pra servir de lorota...
– ...
– Não sei até onde termina a piada e começa a verdade. Ou vice-versa. A última é que ele disse em um evento em Foz do Iguaçu que sonhava em conhecer as “cataratas de Nova Iguaçu”, deixando todo mundo de pau de picolé na mão... Se ele não caiu pagando conta de orgia em motel com dinheiro público, dessa não vai escapar... Não pode, né meu nego? Tenho vergonha de dizer que ele é maranhense. Mas é!  Nasceu lá em Coelho Neto.
– Em 07 de julho de 1930. Alí é um idoso pra cima, viu? Ainda faz farra em motel e paga com nosso tutu... Um deboche dos mais taludos!
– Deixe a vida pessoal dos outros pra lá, Pedro! Vai falar isso nas reuniões do teu PMDB. Decerto dará mais proveito.


– Calma senhora! Pra que tanta afubelação? Tá de vida ganha... E a Gleici? Leu a nota dela pra Veja? Senti firmeza. Encostou os caras nas cordas. Nem força pra levantar tiveram...
– Também gostei muito. Tem presença de espírito. Vai dar certo na chefia da Casa Civil. Sabe a hora do “bateu levou”...

– Foi mesmo uma boa escolha. Dilma tem olho clínico... E o que mais de São Luís?
– A ilha ferve! É importante pra política nacional saber como as coisas correm por lá. É preciso prestar atenção na movimentação do clã. A política do Brasil todo passa por ali. Muita gente pensa que não, mas é! O boi Brasil urra é ali.
– Destrinche... Não entendi.
– Outro dia Pedro... Pra encerrar. A politicagem não pára nem no São João. Antigamente ficava tudo morto, mortinho, mas agora... Todo mundo dizendo que a bondade de Sarney “permitir” Flávio Dino na presidência da Embratur tem troco. É Zequinha ministro do Meio Ambiente, de novo, toda hora... É esperar pra ver. As marocas andam falando por aí que é só Marina se mandar do PV que a coisa rola... Tem de haver algo de compensação... Negócios são negócios... Essa gente não faz política, faz negócios.

– E aí, essas cutucadas na Ideli?
– Ventania pequena, menino! Falta de assunto. É a oposição desorientada. Bate em tudo que vê e imagina, querendo que por esses meios acertem em alguma coisa. Isso não é oposição, é só arenga.
– ...
– Uma oposição política de verdade se faz em cima de uma plataforma para o país e não em cima de fuxicada. Cadê a plataforma dessa gente para o Brasil? Não existe! Não apresentam por que não existe mesmo. E isso é penoso. Seria bom ter uma oposição política de verdade. Pra todo mundo. Todo mundo sairia ganhando. Uma oposição séria é necessária para a democracia, pois seria um instrumento para Dilma ser cutucada a fazer um governo cada vez melhor, porque do bom ela já está fazendo. Essa gente agindo assim é inimiga do Brasil. Assim entendo... Mas como eu não sou política, deixa pra lá...
– E no mais?
– No mais, ainda fedem os ataques da sinhazinha. Virou galhofa. Dá até dó. Sou caridosa, de vez em quando me pego tendo pena dessa gente sem consciência. Uma herancinha de Donana, minha mãe. Isso o povo não vai esquecer nunca... Ao bradar: Aqui tem governadora, tem comando e eu exijo respeito ”, ela garantiu o seu equivalente ao “Estupra, mas não mata” do Maluf, para sempre! Até mais, Pedro! Beijim em Estela e nas crianças. Preciso chegar cedo. Amanhã tenho de chispar pra Matinha, vou ficar por lá uns dias escutando cantiga de passarinho do mato e macaco gritar... Lá penso melhor. Preciso dar os finalmente em minha vaquejada, que tá em cima da hora...

Chapada do Arapari, 30 de junho de 2011

Nota oficial da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann
Nota Oficial

Sr. Lauro Jardim
Editor da Coluna Radar
Revista Veja
O apartamento que possuo em Curitiba tem menos de 190 metros quadrados de tamanho e não 412 metros, como afirma nota divulgada hoje, 25, no Radar on-line. Há outros erros na nota. A saber: diferentemente do que informa Lauro Jardim, a lei não permite, mas DETERMINA que o valor declarado ao Imposto de Renda seja o de compra. Assim, o apartamento, que adquiri em 2003, tem sido declarado pelo valor de compra desde a declaração de 2004. Sobre o valor de R$ 900 mil, citado na nota: é claro que meu apartamento valorizou-se nestes oito anos após a compra, mas, se Lauro Jardim ou o corretor que, diz ele, avaliou o imóvel, desejarem comprá-lo por este preço, podemos conversar.
Gleisi Hoffmann


Burrinha do Boi de Canuto - Sotaque de Zabumba

 
Burrinha do  Boi de Bequimão - Sotaque de orquestra
 
SOTAQUES E PERSONAGENS DO BUMBA-MEU-BOI 

Sotaques
Sotaque de matraca - também conhecido como Ilha, surgiu em São Luís e é o preferido de seus habitantes. O instrumento que dá nome ao sotaque é composto por dois pequenos pedaços de madeira, o que motiva os fãs de cada boi a engrossarem a massa sonora de cada "Batalhão". Além das matracas, são usados pandeiros e tambores-onça (uma espécie de cuíca com som mais grave). Na frente do grupo fica o cordão de rajados, com caboclos de pena.
Sotaque de Zabumba - ritmo original do Bumba-meu-boi, este sotaque marca a forte presença africana na festa. Pandeirinhos, maracás e tantãs, além das zabumbas, dão ritmo para os brincantes.  
No vestuário destacam-se golas e saiotas de veludo preto bordado e chapéus com fitas coloridas. O sotaque de zabumba passa por grande crise nos últimos anos devido à falta de novos brincantes interessados em manter as tradições do mais antigo estilo de boi.

Sotaque de Orquestra - ao incorporar outras influências musicais, o Bumba-meu-boi ganha neste sotaque o acompanhamento de diversos instrumentos de sopro e cordas, como o saxofone, clarinete e banjo. Peitilhos (coletes) e saiotes de veludo com miçangas e canutilhos são alguns dos detalhes nas roupas do brincantes.
Sotaque da Baixada - embalado por matracas e pandeiros pequenos, um dos destaques deste sotaque é o personagem Cazumbá, uma mistura de homem e bicho que, vestido com uma bata comprida, máscara de madeira e de chocalho na mão, diverte os brincantes e o público. Outros usam um chapeú de vaqueiro com penas de ema.
Sotaque Costa de mão - típico da região de Cururupu, ganhou este nome devido a uns pequenos pandeiros tocados com as costas da mão. Caixas e maracás completam o conjunto percussivo. Além de roupa em veludo bordado, os brincates usam chapéus em forma de cogumelo, com fitas coloridas e grinaldas de flores.
Atualmente também participam dos arraiais os grupos alternativos, que não entram na programação oficial por terem pouco tempo de existência ou incorporarem novos elementos ao ritmo do Bumba-meu-boi. Um dos mais conhecidos, o Boi Pirilampo, vêm conquistando muitos seguidores por usar instrumentos elétricos como guitarra e baixo em suas apresentações.

Personagens:
Dono da Fazenda - é senhor dono da fazenda. Usa a roupa mais rica e um apito para coordenar a festa. É o responsável pela organização do Batalhão e, em alguns casos, é também o cantador.
Pai Francisco - vaqueiro, veste-se com roupas mais simples. Seu papel durante a brincadeira é provocar risos na platéia. Cada boi pode ter vários deste personagem.
Mãe Catirina - mulher de Pai Francisco. Normalmente representada por um homem vestido de mulher.
Índias - mulheres cobertas por penas no peito, mãos e pernas.
Miolo - brincante responsável pelas evoluções e coreografias do boi.
Vaqueiros - empregados da fazenda. Usam roupas de veludo e chapéus de pena com longas fitas coloridas.
Mutucas - para não deixarem os brincantes dormirem durante as maratonas de apresentação do bois, os mutucas são responsáveis pela distribuição de cachaça a todos.

 

17 comentários:

  1. Fátima que coisa linda os bumba meu boi em São Luís. Um dia vou ver tudo isso de pertim.
    E a foto de Dona Tetê? Coisa linda de se ver!
    Acho que vou dar uma esticadinha na Matinha de Dona Lô, cansada do jeito que ela chegou não sei se vai querer saber de minha companhia.
    Um cheiro.

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  2. Fátima que coisa divina e maravilhosa é o bumba-meu-boi! Dona Lô, como sempre, nos trinques da política.

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  3. Lenir Sacramento2 de julho de 2011 18:50

    Fátima o bumba-meu-boi é um encanto

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  4. Gostei de conhecer Dona Llô. Vou bater ponto aqui. Ela diz que não é política, mas entende das coisas

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  5. Um texto de alta qualidade literária

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  6. Luciano Pires Moreira3 de julho de 2011 09:18

    Dona Fátima, acredita que Dona Lô me fez mudar conceitos pétreos que tinha sobre Dilma? Nem votei nela. Anulei meu voto nos dois turnos porque também não gostava do Serra e nem da Marina. Mas Dona Lô virou a minha cabeça. Se tiver de escolher entre Dilma e outros, meu voto é Dilma, doentiamente.

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  7. Pelo visto Dona Lô tem historias de Itamar para contar...
    No aguardo

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  8. As mulheres de Itamar
    Universo feminino é um capítulo à parte na trajetória do ex-presidente
    02 de julho de 2011 | 11h 39
    Eduardo Kattah, de O Estado de S.Paulo

    O universo feminino é um capítulo à parte na trajetória pública de Itamar Franco. Supostos namoros, romances e affairs do ex-presidente se tornaram parte do noticiário nacional, em alguns casos envoltos em aura de escândalo. As imagens de Itamar ao lado de Lilian Ramos, num camarote do carnaval do Rio em 1994, correram o mundo. A modelo, que havia desfilado com os seios à mostra, mandando beijinhos para o presidente, se postou ao lado do chefe da nação vestindo uma micro saia e sem calcinha. E foi fotografada assim.

    Veja também:
    Ex-presidente morreu aos 81 anos em São Paulo
    Fotos: A trajetória política de Itamar
    ESPECIAL: A vida e a carreira do ex-presidente
    Itamar, o presidente do Plano Real
    Arquivo Estado: Itamar, o estadista tropical



    Arquivo AEItamar ao lado de Lilian Ramos no Carnaval do Rio em 1994Quando assumiu a Presidência, Itamar já era divorciado de Anna Elisa Surerus - moça elegante e rica da sociedade de Juiz de Fora -, com quem teve duas filhas, Giorgiana e Fabiana. Ao chegar ao Palácio do Planalto, Itamar mantinha um relacionamento discreto com Lisle Heusi de Lucena, filha do ex-senador Humberto Lucena.

    Já no governo de Minas, surgiram rumores de um romance do ex-presidente com sua ajudante de ordem, a tenente da Polícia Militar, Kênia Prates, com quem o então governador chegou a ser fotografado de mãos dadas.

    Kênia foi substituída pela capitã Doralice Lorentz Leal, que Itamar assumiu oficialmente como namorada. O romance do governador com a discreta e sisuda ajudante de ordem não chegou a incomodar a corporação, até que Doralice foi promovida ao posto de major, em 2001.

    Em maio daquele ano, oito oficiais da PM mineira impetraram mandado de segurança contra ato do governador, contestando a promoção e alegando que houve privilégio e os critérios para promoção da corporação - de merecimento, antiguidade ou ato de bravura - não foram atendidos. Doralice não perdeu o posto.

    No entorno de Itamar, entre os fieis aliados de Juiz de Fora, sempre se destacavam duas mulheres: Ruth Hargreaves e Neuza Mitterhoff. A primeira é irmã do ex-ministro Henrique Hargreaves, ocupou o cargo de secretária da Presidência e esteve ao lado do ex-presidente em todas as campanhas eleitorais que ele disputou.

    Já Dona Neuza atuava como uma espécie de guardiã de Itamar, com quem trabalhava há mais de 40 anos. Costumava fazer o papel de assessora de imprensa, comandava o escritório político em Juiz de Fora e assessorava o ex-presidente inclusive em sua residência.

    http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,as-mulheres-de-itamar,739823,0.htm

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  9. O bumba-meu-boi é uma patrimônio cultural maranhense

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  10. Dona Lô ganhou meu coração e o bumba-meu-boi é espetacular

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  11. Dona Lô, a benção!

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  12. Memórias do Caso FHC e Míriam Dutra: Filho deve ser do Serra??

    FHC começou a namorar Míriam no final dos anos 80, início dos anos 90 quando ele era senador e ela repórter da TV Globo em Brasília. Não era incomum algum amigo de FHC telefonar para o apartamento dele em Brasília e ser atendido por Míriam.

    Em 1994, quando foi candidato a presidente pela primeira vez, Tomás tinha dois anos e FHC temeu que a história do filho fora do casamento com dona Ruth Cardoso fosse explorada durante a campanha.

    Míriam sempre garantiu para FHC que o filho era dele. A jornalistas amigos que a procuravam, negava. Chegou a sugerir que o pai era um biólogo de Santa Catarina.

    FHC desconfiava que o filho pudesse ser de outra pessoa que se relacionara com Míriam na mesma época - um diplomata do Itamaraty.

    Certa vez, sorridente, a um repórter da VEJA que perguntou se o filho era dele, FHC respondeu:

    - Meu? Imagina. Deve ser do Serra.

    Antes de aceitar ser candidato, FHC viajou com dona Ruth a Nova Iorque e lhe falou sobre Tomás. Foi uma conversa penosa.

    Transferida pela Globo para a Europa - primeiro como correspondente em Lisboa, depois em Barcelona, mais adiante em Londres - Míriam foi ajudada à distância por FHC a criar o filho.

    Durante algum tempo, era Sérgio Motta, ministro das Comunicações do primeiro governo de FHC, quem providenciava o envio de dinheiro a Míriam.

    Depois da morte dele, o dinheiro passou a chegar a Míriam por meio de sua irmã Mag.

    Mais de uma vez, em viagens à Europa como presidente da República, e depois como ex-, FHC visitou Míriam e Tomás. E mais de uma vez também o recebeu no Palácio do Alvorada.

    Em conversas reservadas com amigos, só mais recentemente, de cinco anos para cá, Míriam começou a admitir que FHC era pai do seu filho. Mas sempre ameaçou desmentir e processar o jornalista que lhe atribuísse tal informação.

    http://oglobo.globo.com/pais/noblat/

    Filho de repórter da Globo não é de FHC, diz DNA
    Exames foram feitos em São Paulo e Nova York a pedido dos filhos do ex-presidente


    MÔNICA BERGAMO
    COLUNISTA DA FOLHA

    Dois testes de DNA, feitos em São Paulo e Nova York, revelaram que Tomás Dutra Schmidt, filho da jornalista Miriam Dutra, da TV Globo, não é filho do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

    Em 2009, FHC reconheceu Tomás como filho num cartório em Madri, na Espanha.

    O jovem, que hoje tem 18 anos, pode usar o documento a qualquer momento para colocar o nome do ex-presidente em sua certidão, segundo interlocutores de FHC. A informação sobre os testes foi publicada na coluna Radar, da revista "Veja".

    Depois que o documento já estava pronto, os três filhos do tucano com Ruth Cardoso -Paulo Henrique, Beatriz e Luciana- pediram ao pai que fizesse um exame que comprovasse que Tomás era mesmo filho dele.

    O ex-presidente concordou, imaginando com isso colocar fim a qualquer possibilidade de desentendimento entre os irmãos e Tomás.

    O primeiro teste foi feito no fim do ano passado, em São Paulo. A saliva de FHC foi recolhida em São Paulo, e a de Tomás, em Washington, nos EUA, onde estuda, por meio do representante do escritório do advogado brasileiro Sergio Bermudes, que cuidou tanto do reconhecimento quanto dos testes feitos.

    O primeiro exame deu negativo. FHC decidiu então se encontrar com Tomás em Nova York para um novo teste, que também deu negativo.

    Fernando Henrique Cardoso estava disposto a manter a história restrita a seus familiares. De acordo com interlocutores do ex-presidente, ele acha que o exame é uma mera negativa biológica, e não jurídica.

    Ele está disposto a manter o reconhecimento de Tomás. Seus herdeiros, no futuro, poderão questionar a paternidade com base nos testes.

    O ex-presidente não falará nada sobre o assunto, pois entende que diz respeito apenas à sua vida privada.

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  13. Fiquei me arrastando pela magia que se desprende de dona Lô

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  14. Prezada Dra. Fátima, eu também sou um maranhense na diáspora. Adorei seu blogue. Mato as saudades do Maranhão aqui.

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  15. Adelaíde Teixeira Martins9 de julho de 2011 17:16

    Dona Lô é nota mil. Aguardo um episódio sobre o grande presidente Itamar Franco

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  16. Débora Machado Costa11 de julho de 2011 18:40

    Dona Lô é tiro e queda! Das minhas.

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  17. Fátiam, Dona Lô precisa virar um livro

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