MÔNICA BERGAMO
COLUNISTA DA FOLHA
A presidenta da República, Dilma Rousseff, recebeu na noite da última sexta-feira (25) um grupo de atrizes e mulheres cineastas no cinema do Palácio da Alvorada. Durante o evento, foi exibido o filme "É Proibido Fumar", de Anna Muylaert. Após o longa, houve um jantar em comemoração ao mês da mulher.
www1.folha.uol.com.br/multimidia/videocasts/894469-dilma-tieta-e-e-tietada-em-encontro-com-cineastas-no-alvorada-veja.shtml
... é um ponto de publicação de "coisas" escritas em momentos de grandes inspirações, pois a Chapada do Arapari é um lugar que existe, mas ao mesmo tempo é meu imaginário...
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domingo, 27 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
Mensagem da presidenta Dilma Rousseff por ocasião do Dia Internacional da Mulher
| Presidenta Dilma Rousseff participa da soltura de cem tartaruguinhas no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Parnamirim (PRN). Foto: Marcelo Garrido/Agência Força Aérea |
No Dia Internacional da Mulher, quero ressaltar que a eliminação da discriminação de gênero e a valorização das mulheres e das meninas são estratégias indispensáveis para alcançarmos êxito em nossa luta contra a pobreza. Com base em iniciativas como a Lei Maria da Penha, temos alcançado progresso no combate à violência contra as mulheres, mas ainda há muito por fazer. Temos o compromisso sagrado de enfrentar essa questão, intensificando e ampliando as medidas adotadas no governo passado. O Brasil que queremos, e que vamos ter, é um país sem violência. É um país com água, com luz, com saneamento, com educação de qualidade e emprego digno para todos. É um país rico, em que as mulheres e os homens têm as mesmas oportunidades e privilégios, contribuindo juntos para o desenvolvimento e o criando seus filhos com dignidade e com orgulho.
Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil
Não compete só ao governo dar as condições de mudança, a sociedade precisa participar
No mês do Dia Internacional da Mulher, comemorado amanhã (8/3), o Blog do Planalto traz uma série especial dedicada às brasileiras que ajudam a construir um país melhor. Para falar sobre as ações que o governo da presidenta Dilma Rousseff tem empenhado em prol da equidade de gêneros e da promoção dos direitos e proteção às mulheres, conversamos com a ministra-chefe da Secretaria de Política para as Mulheres, Iriny Lopes, que, em entrevista exclusiva, afirmou que não compete só ao governo dar as condições de mudança para a promoção dos direitos das mulheres; a luta deve ser contínua e com participação de toda a sociedade.
“A sociedade como um todo precisa participar disso. Os nossos companheiros, os homens de uma forma geral, as mulheres de uma forma geral, as famílias também deem condição de ascensão, deem apoio, sem medo, decidida e decisivamente às mulheres que querem participar da vida política”, frisou.
Para ver os outros posts da série clique no selinho acima.
Iriny Lopes afirmou que a presidenta Dilma irá conduzir um governo “que está imbuído de atuar conjuntamente na intersetorialidade das políticas e dos programas para aprofundar os projetos que farão a igualdade das mulheres no mundo do trabalho, no mundo da educação, saúde e infraestrutura”.
“É uma oportunidade não só para as mulheres, é uma oportunidade para o conjunto da sociedade, para fazer uma sociedade diferente, igual, mais feliz, com mais possibilidades e oportunidades para todos e todas.”
Veja abaixo os principais trechos da entrevista:
Equidade de gênero
Ela [a presidenta Dilma Rousseff, enquanto ministra de Minas e Energia] constituiu o programa de equidade de gênero junto a empresas como a Eletronorte, Petrobras, entre outras, buscando fazer com que a participação das mulheres fosse equânime. Não só o acesso, mas também a igualdade de salário e a chegada aos postos de chefia e decisão das empresas. Hoje nós queremos ampliar para o mundo privado (…). Vamos conversar com as grandes federações, vamos envolver o empresariado brasileiro, buscando apoio e ampliação do projeto de equidade de gênero.
Infraestrutura de apoio à mulher
A presidenta Dilma cumprirá integralmente o seu compromisso de campanha com a construção das 6 mil creches. Já no mês de março inicia-se a criação de algumas creches.
São muitas as ações do governo federal, sob o comando da nossa presidenta. A construção de restaurantes populares, onde as famílias podem se alimentar, principalmente as famílias com a capacidade financeira menor, elas podem se alimentar com dignidade (…); os investimentos nas lavanderias comunitárias (…); a constituição de mais delegacias, para que as mulheres vítimas de violência possam apresentar as suas queixas, os núcleos de atendimento às mulheres, as casas abrigo (…); as praças do PAC, que irão contemplar a questão do gênero (…); investimentos na qualificação profissional das mulheres para que elas possam disputar o mercado de trabalho(…); e o governo ampliar os investimentos na área dos equipamentos sociais.
Educação
Na educação, nós pretendemos ampliar o número de professores na área de gênero e diversidade para que na escola a gente esteja formando uma nova geração, uma nova concepção de igualdade, de respeito, começando na escola um tratamento igual entre meninos e meninas, para que as novas gerações não reproduzam uma cultura atrasada de desigualdade.
Erradicação da extrema pobreza
A mulher terá muito destaque [no programa de erradicação da extrema pobreza] porque a população mais empobrecida do nosso país majoritariamente é de mulheres; entre as mulheres majoritariamente é de negras e acompanhando as mulheres pobres – negras ou brancas – estão os seus filhos, adolescentes e crianças. Combater miséria é fazer um conjunto de políticas articuladas que deem oportunidade a todos e todas, mas com o destaque da questão feminina.
Enfrentamento à violência
Nós estaremos trabalhando dentro PPA e do Orçamento para ampliar os recursos para instalação das nossas delegacias, dos nossos núcleos de atendimento a mulheres, das nossas casas abrigo, e isso, obviamente, em convênio com os governos dos estados e prefeituras. Assim como atuando mais politicamente junto às instâncias do Judiciário (…). Nós não podemos ter mais casos em que as mulheres denunciam, abrem o processo e elas morrem no meio assassinadas pelos seus agressores, que dividem com ela os seus lares.
Primeira presidenta mulher
É a primeira oportunidade que nós mulheres brasileiras temos de ter uma presidenta, e isso faz uma diferença e vai aprofundar o legado positivo que o presidente Lula nos deixou. Então a presidenta Dilma vai conduzir um governo que está imbuído de atuar conjuntamente na intersetorialidade das políticas e dos programas para que a gente possa aprofundar os projetos que farão a igualdade das mulheres no mundo do trabalho, no mundo da educação, saúde e infraestrutura.
Nós temos que ver como um momento de oportunidades a eleição da presidenta Dilma, para que as políticas para as mulheres sejam aprofundadas, para que homens e mulheres enxerguem que as mulheres – e se convençam definitivamente – que as mulheres podem sim, têm competência sim, têm capacidade sim (…). É uma oportunidade não só para as mulheres, é uma oportunidade para o conjunto da sociedade, para fazer uma sociedade diferente, igual, mais feliz, com mais possibilidades e oportunidades para todos e todas.
Reforma política
A reforma política que está em curso no Legislativo brasileiro, no nosso Congresso Nacional, deve contemplar mecanismos que garantam uma condição de igualdade entre homens e mulheres na disputa de espaços de poder. E que essa reforma política venha no sentido de fortalecer a presença das mulheres, porque a democracia brasileira não estará completa enquanto as mulheres estiverem sub-representadas tanto no Executivo quanto no Legislativo.
FONTE: http://blog.planalto.gov.br/
| Ministra Iriny Lopes, da Secretaria de Política para as Mulheres. Foto: Elza Fiúza/ABr-Arquivo |
terça-feira, 1 de março de 2011
O primeiro Dia Internacional da Mulher do governo Dilma

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“Eu nunca imaginei ser presidente da República, sempre fui uma servidora pública” - Dilma Roussef (PT).
Não se concebe mais uma conferência atrás de outra
Fátima Oliveira
Médica - fatimaoliveira@ig.com.br
Será inesquecível?
Depende. Pense na manchete: "Dilma anunciará prioridade máxima para as mulheres", no 8 de março, Dia Internacional da Mulher. O que é prioridade máxima para as mulheres no governo da primeira presidenta do Brasil? A opressão de gênero está encerrada num nó górdio. Para desatá-lo (ou cortá-lo?), urge que o governo saiba que necessidades imediatas e estratégicas de gênero são demandas igualmente importantes. Como na música dos Titãs: "A gente não quer só comida/ A gente quer comida/ Diversão e arte". Falo impropérios?
As "necessidades imediatas de gênero" - dizem respeito às condições materiais de existência (moradia, saneamento, transporte, equipamentos sociais etc) e acesso aos direitos legais; e "necessidades estratégicas de gênero" - são os aportes indispensáveis às perspectivas de equidade entre os gêneros. Inquieta-me pensar que o governo Dilma decida atuar apenas no viés economicista das necessidades imediatas de gênero, insuficiente para superar as muitas nuances da cidadania de segunda categoria das mulheres.
Exemplo paradigmático é a violência contra as mulheres. Pesquisa nacional (Fundação Perseu Abramo e Sesc), divulgada em 21.2.2011, estima que, a cada dois minutos, cinco mulheres são espancadas no Brasil - evidência de que o tema se enquadra nas necessidades imediatas de gênero, exigindo equipamentos públicos de apoio à mulher em situação de violência, como delegacias de mulheres e casas abrigo, e aplicação de leis - tudo agindo sobre fatos consumados.
A prevenção da violência de gênero exige estratégias de mudanças dos padrões culturais patriarcais, machistas e racistas, que consideram a mulher propriedade privada do homem, incluindo a versão reeditada por vertentes religiosas contemporâneas, apoiada por parlamentares conservadores que, não tendo mais em quem mandar, aspiram a legislar sobre os corpos femininos.
Do dito até agora sobre a "prioridade máxima para as mulheres" não aponta para investimentos na mudança de padrões culturais patriarcais, a não ser que esteja embutido nos eixos da 3ª Conferência de Políticas para as Mulheres (12 a 15.12.2011): "Autonomia das mulheres e combate à pobreza", que, usando de honestidade intelectual, é aquém do necessário sem o direito ao aborto.
Uma coisa é o que o governo acha que deve fazer e se dispõe a fazer. Outra bem diferente é pautá-lo para avançar na trilha de mais cidadania feminina. É a hora e a vez de indagarmos sobre o papel de uma conferência nacional de políticas para as mulheres hoje. É o instrumento privilegiado da luta feminista para a interlocução com o governo? Por que ainda não foi feita uma avaliação do impacto das conferências e dos planos delas decorrentes na vida das mulheres?
É da alçada do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, já que referendou o formato de conferência nacional, inovar quanto às preparatórias municipais e estaduais, pois o modelito delas de há muito está esgotado: reedição do Muro de Lamentações (ai, que fadiga!). Não se concebe mais, pela solene inutilidade delas, uma conferência atrás da outra sem avaliar o que resultou do definido nas anteriores nos âmbitos municipais, estaduais e federal. Conferência para cumprir cronograma governamental de concertação social e, não, de diálogo em pé de igualdade, e fazer proselitismo político é fora de propósito e um modo de dizer, acriticamente, amém ao governo.
É preciso honrar o centenário Dia Internacional da Mulher!
Publicado no Jornal OTEMPO em 01/03/2011
www.otempo.com.br/otempo/colunas/?IdColunaEdicao=14430

Uma campanha para comemorar o “Dia Internacional da Mulher”
Para comemorar o “Dia Internacional da Mulher”, o governo federal começou a divulgar desde ontem campanha publicitária. As peças de comunicação, que incluem TV, rádio, internet, revistas e cartazes, foram criadas para elevar o sentimento de autoestima da mulher, destacando suas conquistas, seu potencial, sua capacidade e sua força transformadora. A campanha fica no ar até o fim de março.
“Quando as mulheres transformam a sua história, o Brasil inteiro se transforma com elas,” diz.
A campanha deste ano se reveste com um enfoque bem especial, já que é o primeiro ano da presidenta Dilma Rousseff no mais alto cargo do país. Tomando este e tantos outros exemplos espalhados Brasil afora, a mulher é posicionada como protagonista de suas conquistas e do exercício dos seus direitos.
“Ela ainda não sabe, mas o que realmente importa é que no Brasil de hoje ela tem a oportunidade de ser o que quiser”, destaca.
As peças de comunicação também reforçam o papel da mulher como agente transformador no processo de desenvolvimento econômico e social do país, já que representa a maior parte da população, 41% da força de trabalho, e chefia cerca de 35% das famílias.
28 de fevereiro de 2011 às 11:37
FONTE: Blog do Planalto
http://blog.planalto.gov.br/
Dilma Rousseff grava com Ana Maria Braga
Presidenta toma café da manhã com a apresentadora na casa do “Mais Você”
Foto: Renato Rocha Miranda/TV Globo
Nesta terça-feira (01), o programa “Mais Você” terá uma entrevista especial com Dilma Rousseff. A Presidenta esteve na manhã desta segunda-feira (28) no estúdio da atração, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, onde foi recebida por Ana Maria Braga.
Dilma chegou de helicóptero e visitou as instalações da emissora ao lado da apresentadora. Durante a entrevista, a dupla conversou sobre a política no Brasil e a aceitação dos brasileiros pela nova representante do país, embora muitos a vejam como uma pessoa dura. “É interessante como esperam de nós, mulheres, uma certa fragilidade. Isso decorre do fato de que a mulher, quando assume um alto cargo, é vista fora do seu papel. Acho que, a partir de agora, isso vai começar a ser encarado como uma coisa normal e natural. As pessoas vão se acostumar com cada vez mais mulheres conquistando espaço”, afirmou Dilma.
Foto: Renato Rocha Miranda/TV Globo
O câncer, doença vencida pelas duas, também foi assunto no bate-papo. O fim da entrevista aconteceu na cozinha, onde a convidada mostrou seus dotes culinários e preparou uma omelete de queijo.
Presidente Dilma Rousseff grava Mais Você e prepara omelete com Ana Maria Braga
Em homenagem ao mês das mulher, Ana Maria Braga recebe a presidente Dilma Rousseff no estúdio do Mais Você nesta terça-feira. Dilma chegou de helicóptero à Central Globo de Produção, pela manhã, e foi direto para a casa do Mais Você. Durante o trajeto, Ana Maria acompanhou os passos da presidente.
Dilma falou sobre o trabalho nos primeiros meses de seu governo, a relação com a família, o convívio com o ex-presidente Lula e a paixão por obras de arte. E agradeceu a solidariedade de Ana Maria quando recebeu o diagnóstico de câncer, doença que a apresentadora também teve - e vencida pelas duas. Ana comentou o fato de verem a presidente como uma pessoa dura. “É interessante como esperam de nós, mulheres, uma certa fragilidade. Isso decorre do fato de que a mulher, quando assume um alto cargo, é vista fora do seu papel. Acho que, a partir de agora, isso vai começar a ser encarado como uma coisa normal e natural. As pessoas vão se acostumar com cada vez mais mulheres conquistando espaço”, disse a presidente.
Dilma Rousseff também conversou com a ex-candidata à presidência Marina Silva, por vídeo, e ambas falaram sobre políticas de inclusãopara mulheres. A propósito, Dilma esclareceu que prefere ser chamada de "presidenta", para ressaltar o fato de pela primeira vez uma mulher ocupar a presidência do Brasil. “É para enfatizar que a agora existe uma mulher no mais alto cargo do país, que nós podemos sim chegar longe”, explicou Dilma.
Ana Maria aproveitou o papo para convidá-la a mostrar os segredos de seu omelete favorito, na cozinha do programa. As duas garantiram que fica uma delícia. “E não engorda”, disse Dilma, que contou ter emagrecido 6 Kg desde que assumiu.
Dilma toma café da manhã com Ana e justifica fama de durona
Nesta terça, 1º de março, Ana Maria Braga recebeu a ilustre presença de Dilma Rousseff no Mais Você. Em homenagem ao mês da mulher, a presidenta falou sobre sua rotina de trabalho nos primeiros meses de seu governo, a relação com a família, o convívio com o ex-presidente Lula e a paixão por obras de arte. “Sempre gostei de MPB, cinema, de sentar num barzinho e conversar com as pessoas”, contou a mineira que está quebrando um paradigma social para as mulheres. “Quando a mulher assume alguma posição de autoridade, ela é vista como estando um pouco fora de seu papel. Mas isso era até agora. Daqui pra frente as meninas podem querer ser presidentas e vai ser visto como uma coisa normal. Quando você quebra um paradigma a primeira reação é de estranheza, depois as pessoas acostumam”, disse.
Ana Maria vê Dilma como uma pessoa amiga, longe da fama de durona que ela conquistou na carreira política.“A Dilma é agradável, sorridente, conhecendo mais de perto você percebe a pessoa humana que é e como é”, disse Ana sobre a presidenta, como a mineira prefere nomear o seu posto de maior autoridade política do país. Ela atribui a fama de durona ao fato de ser uma mulher em uma posição de autoridade. “Você já viu algum homem que chega à direção do país chegar lá e ser chamado de duro? É porque são homens. A mulher pode ser frágil fisicamente, mas não necessariamente é menos forte do que o homem por dentro”, disse.
Força ela já mostrou que tem de sobra. Há dois anos, venceu um câncer e seguiu firme na vida política. Na época, a presidenta recebeu o apoio de Ana Maria, que também superou a doença. Dilma agradeceu a solidariedade e disse que aprendeu muito com a apresentadora. “No fim, o que importa é lutar pela vida. Ao lutar pela vida você a valoriza. A solidariedade é um gesto fundamental”, disse. “E o cabelo ficou lindo agora”, brincou Ana. “Eu disse que ele ia crescer, não disse?”, respondeu a presidenta, que tem sido tratada de igual pra igual pelos brasileiros.
“O Brasil é um país especial. No Brasil não tem uma relação de submissão, de se achar menos que as pessoas. Sinto uma relação de igualdade. Me tratam intimamente, conversam como antes e falam com sinceridade, sem querer agradar, fazem sugestões, reclamam, elogiam, contam histórias pessoas... É um país republicano. A relação de igualdade está sempre presente. Não é uma relação de desigualdade”, contou.
VIDA NORMAL FORA DA POLÍTICA
Dilma garante que fora da política, leva uma vida normal. A mineira é apaixonada pela família e tem orgulho da filha, que tem a personalidade forte da mãe. “Ela é zelosa com o que conquistou. É procuradora do Ministério Público do Trabalho, tem os valores dela e preza muito esses valores. Ela prefere se manter mais discreta e mais afastada”, disse. “Tenho sorte porque ela já está na fase de independência. Quando ela era pequena, ligavam pra mim quando eu estava trabalhando. Ela tinha asma e eu tinha que cuidar dela. Hoje tem a família dela. Quando nasce o primeiro filho, a gente fica mais mulher, mais gente”.
Com a agenda lotada, a presidenta mal tem visto o neto Gabriel. “Tenho o visto sistematicamente. É uma relação em que você não tem responsabilidade, mas tem um carinho, um amor infinito”, contou a presidente que no carnaval vai matar a saudade do netinho. “Como eu disse, sou normal. Tenho vontade enorme de ver o meu neto. Não entendia quando as pessoas diziam que tinham que ir pra ficar com o neto. Agora entendo perfeitamente, eu quero ficar com ele. E tudo pode! Se ele quiser que eu carregue, eu carrego. Se tiver que tirar da cama, eu tiro. Não tenho a menor responsabilidade de educar como tinha com minha filha. Uma avó normal...”, contou Dilma, que está sempre acompanhada da mãe. “Minha mãe foi muito solidária em todas as minhas dificuldades, inclusive quando eu fiquei na cadeia”, lembrou.
HERANÇA BÚLGARA E EXPERIÊNCIA MINEIRA
Foi do pai, búlgaro, Dilma herdou o interesse pela cultura e pelas causas sociais. “Meu pai veio para o Brasil porque a Bulgária teve um período de fascismo. Um pouco antes da 2ª Guerra Mundial ele foi pra Europa e depois para América Latina. Primeiro Argentina e depois Brasil. Minha grande influência veio via família da minha mãe, mineira, com experiência de Minas, do Brasil profundo. De falar uai, aquele jeito mineiro de ser”, contou. “Tenho relação afetiva com a Bulgária. Meu pai era bastante forte e achava que todos tinham que estudar.
Gostava de ler aqueles livros que as meninas liam, a Coleção das Moças. Meu pai fazia uma trocá-la pelo Dostoievsky”, lembrou a presidenta, que aos 14 anos ganhou do pai a coleção do Jorge Amado. “Ele foi muito importante na minha vida, valorizou uma coisa que todos os pais e mães devem valorizar nas crianças e jovens, o estudo. É uma forma de conhecer o mundo e ser uma pessoa melhor tanto pra você quanto pros outros”. Dilma contou que tem paixão por livros e adora cheirá-los. “Se quiser me dar imenso prazer, me deixa numa livraria. Faço outras compras como todas as mulheres, mas amo livros. Aquele cheiro da página nova, aquela imensa surpresa quando você lê um livro. É como conhecer o mundo, conhecer um lugar em que você nunca esteve”, contou com brilho nos olhos. A militância também foi herança do pai, que queria justiça no mundo. “Ele transferiu isso pra mim, os pobres são iguais a gente, tem que ter ética em relação às pessoas que mais precisam”.
ROTINA PRESIDENCIAL
Na segunda parte da entrevista, Dilma Rousseff falou sobre a rotina presidencial. Ela contou que nem sentiu os 60 dias de seu governo e que não trabalha menos de 12 horas por dia. “Passa rápido, parece que começou ontem. Tem momentos em que entro muito cedo e saio muito tarde. Geralmente trabalho de 9 às 21h. Mas já saí depois dessa hora. Já saí 1 da manhã. Chega uma hora no final que estou tão cansada que fico conversando pra descontrair antes de ir embora”, revelou a presidenta, que emagreceu 6 kg desde que assumiu a presidência.
Sobre o dia da posse, ela lembra da sensação que teve quando Lula passou a faixa para seus ombros. “Foi um momento muito especial porque você tem sobre si todo o peso e a responsabilidade de dirigir o país debaixo daquela faixa levinha de seda. Pensei ‘agora é a minha vez’”, lembrou. Para ela, o momento também teve uma enorme carga afetiva. “Trabalhei com o presidente Lula depois de junho de 2005 todos os dias. Tarde da noite a gente trabalhava. Também estava comovida por ele ir embora, fiquei triste por ele sair. Então foi uma duplicidade”, revelou.
A presidenta definiu Lula como uma pessoa competente na administração, mas também muito doce, suave, afetiva. “Ele cria isso, cria um envolvimento com as pessoas muito forte. Além disso, tem uma qualidade que é um enorme senso de humor. Isso tem um requisito, que é ser inteligente pra rir de si mesmo. Apesar de ser extremamente exigente, também é muito afetivo. Fica muito fácil trabalhar com ele”.
PRESIDENTA COM A
Não poder mais andar na rua como antes é a parte ruim da presidência. “É muito bom andar na rua, ver as pessoas, compartilhar do mundo o que as pessoas desfrutam quando vão à rua. Isso não posso mais fazer”, lamentou. Para ela, ser presidente é sobretudo um grande desafio, que nunca acaba. “Você não resolve o problema um dia, você resolve todos. É como se todos os dias eu tivesse que escalar o Everest”, revelou. “Isso é bom porque esse é o desafio que pode transformar o Brasil, como tudo na vida tem dois aspectos”, analisou. Mas até a responsabilidade de escalar o Everest todos os dias é efêmera. “Por isso é bom a democracia, ninguém fica pra sempre no governo. De 4 em 4 anos renova. No máximo são 8 anos. Então presidente volta a ser uma pessoa normal, a viver como sempre viveu”, refletiu Dilma, que há muito tempo lida com grandes responsabilidades.
Presidenta é como ela prefere nomear o seu cargo de maior autoridade política do país. O motivo? Enfatizar o fato de ser a primeira mulher a ser presidente do Brasil. “Não estou cometendo nenhuma barbaridade querendo ser presidenta do ponto de visto gramatical”, brincou. “Quero enfatizar o a, o signo do feminino. E não é errado. Acho que a primeira mulher tem a obrigação de ser presidenta”, explicou. “Cheguei a presidenta porque uma porção de mulheres saíram de suas casas e foram estudar, trabalhar. Viraram enfermeiras, professoras, apresentadoras de televisão, engenheiras, médicas, vereadoras, empregadas domésticos. Começaram a construir o Brasil de forma anônima. Mas cada vez mais, passaram a construir o país de forma muito clara e explícita. Devo isso as mulheres brasileiras... de ser presidenta”, agradeceu.
FONTE: http://maisvoce.globo.com/MaisVoce/0,,MUL1650594-18173,00.html
De mulher para mulher: Hebe entrevista Dilma Rousseff
Presidenta recebe apresentadora da RedeTV! no Palácio da Alvorada, em Brasília
Dilma Rousseff não estará no jantar de gravação do primeiro programa de Hebe Camargo para a RedeTV!, mas uma entrevista com ela fará parte da estreia da atração, no dia 15 de março.
A apresentadora esteve no Palácio da Alvorada, em Brasília, e conversou durante 40 minutos com a Presidenta do Brasil. “Foi um papo leve com um clima descontraído. De mulher para mulher”, afirmou a assessoria do canal.
Durante a entrevista, Dilma falou sobre música, vaidade, dieta e contou para Hebe como é seu dia-a-dia.
Dilma Rousseff não estará no jantar de gravação do primeiro programa de Hebe Camargo para a RedeTV!, mas uma entrevista com ela fará parte da estreia da atração, no dia 15 de março.
A apresentadora esteve no Palácio da Alvorada, em Brasília, e conversou durante 40 minutos com a Presidenta do Brasil. “Foi um papo leve com um clima descontraído. De mulher para mulher”, afirmou a assessoria do canal.
Durante a entrevista, Dilma falou sobre música, vaidade, dieta e contou para Hebe como é seu dia-a-dia.
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