Visualizações de página do mês passado

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Morrer é o destino igualitário e inexorável do ser humano

 (Taj Mahal, Agra, Índia - um monumento ao amor*)
Fátima Oliveira
Médica - fatimaoliveira@ig.com @oliveirafatima_


O 2 de novembro, Dia de Finados, é data universal para relembrar quem já morreu, os que deixaram alívio e os que deixaram saudades, originada no século X, no ano de 988, no mosteiro beneditino de Cluny, na França, quando um abade determinou que os monges rezassem pelos mortos, sobretudo os esquecidos.
Supõe-se que foi o encontro da cultura cristã com a celta que deu origem ao Dia de Finados. Os celtas celebravam o Samhain baseados na crença de que, na data, o mundo dos vivos se aproximava do mundo dos mortos, gerando um momento apropriado “para homenagear os ancestrais de forma alegre e festiva”.
No século XIII, a tradição de rezar pelos mortos foi oficializada e passou a ser o dia seguinte ao de Todos os Santos, o dia 1º de novembro. A data diz muito de como a morte e o morrer são culturalmente entendidos pelos diferentes povos, isto é, como a finitude da vida é compreendida, já que morrer é parte natural da vida, que é finita.
Se no Brasil é um dia no qual as pessoas católicas visitam, melancolicamente, os cemitérios, levam flores, acendem velas, “tiram” terços e outras rezas, na Guatemala as pipas (papagaios) adornam os céus, representando um ser amado que se foi; e no Haiti, na véspera do Dia de Finados, os toques de tambores durante a noite ecoam perto dos cemitérios com a finalidade de acordar o Senhor dos mortos, Deus!


CaptivatingromaniaRazvanpascuO cemitério mais “alegre” de todos
(Coletânea de imagens do Cemitério Alegre, em Sapanta, Romênia)


No norte da Romênia, em Sapanta, distrito de Maramures, fica o Cemitério Feliz da Transilvânia ou Cemitério Alegre de Sapanta, “um local colorido e feliz. A felicidade atribuída ao lugar é percebida pelas cores fortes que compõem as pinturas que representam os falecidos. O povo tem por costume relatar a vida do parente que morreu por meio de imagens coloridas e poesias. O costume teve início com Ioan Stan Patras em 1935. De acordo com Christine Popp, do ‘The New York Times’, todos os membros da comunidade são mantidos vivos por meio das pinturas e dos epitáfios” (Érika Rodrigues, in: “Cemitério Alegre em Sapanta, Romênia”). 


'La Catrina' representa o esqueleto de uma dama da alta sociedade: uma das figuras mais populares da festa do dia dos mortos no México. Foto: Wikipedia Commons ('La Catrina' representa o esqueleto de uma dama da alta sociedade: uma das figuras mais populares da festa do dia dos mortos no México. Foto: Wikipedia Commons)
Caveira dos Dia dos Mortos feita com açúcar, chocolate, e amaranto. Wikimedia Commons  (Caveira dos Dia dos Mortos feita com açúcar, chocolate, e amaranto. Wikimedia Commons)

A celebração mexicana do Dia dos Mortos foi declarada patrimônio cultural da humanidade pela Unesco por causa da beleza que expressa pelos seus mortos. É que no México celebrar os mortos data de mais de 3.000 anos antes da era cristã, e no Dia dos Mortos as festividades duram três dias – de 31 de outubro a 2 de novembro –, com uma peculiaridade ímpar: as casas e as ruas são enfeitadas com bandeirinhas de papel de seda e com máscaras, sobretudo de caveiras, que representam os ancestrais; há desfile de máscaras e alegorias; igrejas e cemitérios são decorados; e cada família prepara suas oferendas de comidas e de bebidas preferidas dos seus mortos...

Altar mexicano do Dia dos mortos. Wikimedia Commons  (Altar mexicano do Dia dos mortos. Wikimedia Commons)

Maria Teresa Toribio Brittes Lemos declarou, em “A Doce Vida dos Mortos”, que “o Dia de Finados é uma tradição antiquíssima e muito popular no México. O motivo é nobre: trazer parentes falecidos para o convívio familiar”. Acreditam tanto que roupas e sapatos novos são comprados para os mortos! Na cultura mexicana, a morte não é o fim de uma pessoa, apenas “uma transição da vida para outro mundo ou para um espaço, ou mesmo uma nova dimensão, que imaginavam existir para essa finalidade”.
A minha relação com meus mortos é de muita deferência. Já enterrei pai, avô paterno, avô e avó maternos, um marido e, recentemente, em maio passado, a mamãe. O sentimento é que não prosearei mais com eles, já que eram pessoas que amavam uma boa prosa, o que dá muita saudade, mas não revolta. Eu compreendo que somos programados para morrer!

PUBLICADO EM 04.11.14
01 (DUKE)
FONTE: OTEMPO
* Leia também de Fátima Oliveira: Taj Mahal, um lamento à morte materna (OTEMPO, 05.10.2005)

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Uma vitória com cheiro de lavanda tem muita ternura

Dilma: "Meu compromisso para o segundo mandato é o diálogo", diz em primeiro discurso após reeleição EVARISTO SA/AFP/AFP

Fátima Oliveira
Médica - fatimaoliveira@ig.com @oliveirafatima_

De volta às lavandas. Muita gente querendo saber mais dos motivos pelos quais eu as plantei para Dilma. Se elas funcionaram, eu não sei, mas ela foi reeleita. E não foi uma vitória qualquer, pois venceu muito mais que o seu opositor: ela ganhou uma luta de ideias navegando à esquerda, contra todas as opressões!


Conforme registrei: “Plantei lavandas para Dilma Rousseff na beira do Rubicão para significar que protegê-la da misoginia e do seu produto mais naturalizado e banalizado, o machismo, é uma forma de dizer que todas as mulheres merecem viver num mundo no qual a violência de gênero não terá vez nem lugar” (“À beira do Rubicão plantei lavandas para Dilma Rousseff”, O TEMPO, 21.10.2014).

Muita gente que escreveu quer saber mais sobre uma planta tão cheia de ternura e que pensava que não se desenvolvia aqui. A cidade de Morro Reuter (RS), a 56 km de Porto Alegre, é denominada a cidade brasileira da lavanda, originada numa bonita história. O paisagista francês Renê Bessi, em visita à cidade no fim da década de 1990, desenhou um croqui em que o município aparecia cercado por lavandas – quando lá não havia um pé sequer.


 O prefeito da cidade ficou tão impressionado com a beleza imaginária da paisagem que criou o Projeto Lavanda, implementado por outras gestões e que realiza, desde 2011, a Festa Nacional da Lavanda, divulgando suas aplicações medicinais, culinárias, cosméticas e em aromaterapia.
Sempre tive jardim nos lugares em que morei. Uma imagem forte é que desde criança vivia pedindo “mudinhas de plantas”. Não mudei – é quase um trocadilho... Continuo pidona. E como faço amizades pedindo mudinhas! Às vezes, compro alguma, mas não é o habitual. É um raro prazer plantá-las, vê-las crescer, fazer mudinhas para presentear...

      Só descobri que poderia ter lavanda em meu jardim recentemente pesquisando sobre biopesticidas e inseticidas naturais, como contei em “Inseticidas naturais e uma mata de amor-agarradinho” (O TEMPO, 16.9). E o fiz porque estava “Sem sossego entre formigas, muriçocas, camaleõese pipiras" (O TEMPO, 19.8). Inquieta, por não querer usar veneno, descobri que algumas plantas atraem insetos, outras os afastam, tais como alecrim, citronela, crisântemo, hortelã, lavanda, manjericão e pimenta. E tem sido uma experiência de sucesso cultivá-las no jardim e na horta.


   A minha experiência em cultivar lavanda é incipiente, estou tateando. Dois pés secaram, acho que por excesso de irrigação – “A umidade é a inimiga da lavanda... O solo deve ser leve, fofo e bem-aerado com nível de pH entre 6.7 e 7.3, que pode ser medido com um teste à venda em casas do ramo. A lavanda é uma erva mediterrânea, cresce em locais quentes e ensolarados”.


  A paisagista Margareth Linhares, em entrevista ao blog Flores de Lulu, informa que “a lavanda pode ser plantada no solo ou em vasos, de preferência de barro ou cimento... além do perfume, a lavanda, ou alfazema, pode ser utilizada também como remédio. Além disso, a cor lilás já é ‘calma’, e isso ajuda”. Um adendo: há variedades com flores entre o cinza e o púrpura-real brilhante, branco, rosa e verde-amarelado.

 Socializo o que já aprendi cultivando lavanda, que só conhecia dos cosméticos e das sementes que no interior do Maranhão, em minha infância, eram usadas queimadas na brasa para defumar roupas de recém-nascidos – a prática era chamada de “defumação”, e diziam que roupinhas com cheiro de alfazema evitavam as cólicas (!) e afastavam os maus espíritos! É uma planta que tem poder.


campo2 campos  (Campos de lavanda na Provence, França)
PUBLICADO EM 28.10.14
01 (DUKE)
  FONTE: OTEMPO


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Dona Lô em “Ah, moleque fabulador vou te pegar na pista”!

coracaovalente1920x1080
 Fátima Oliveira


– Ô Estela, minha rosa, tu estás vindo mesmo para assistir ao debate da Band aqui em casa hoje?
– Prometi, não prometi? Pois iremos.
– Iremos, significa quem Estela?
– Eu, os meninos e Pedro. Talvez um amigo dele também. Ainda não é certeza. Se confirmar, ligarei para a senhora ou para Gracinha. Como vamos ficar para dormir, é preciso arrumar um quarto pro nosso convidado, está bem?  Não precisa se preocupar, não. Ele é gente de boa, sem muito lero.
– ...



–  É que quando soube que Dilma e Flávio Dino rasparam no quase 100% de votos aí na Chapada do Arapari ele ficou de queixo caído. E foi ouvir a gente dizer que a senhora resolveu fazer uns comes e bebes para assistir ao debate dos presidenciáveis hoje, ele pediu para ir conosco.
– Está bem, minha rosa! A casa também é sua e está aberta para suas amizades. Ele vai votar em quem Estela?
– Em Dilma, é claro Dindinha! Imagina se eu levaria para a sua casa hoje uma pessoa dos “contra”! E então, está pensando em fazer o que, hein?
– Coisa simples, mas para muita gente, viu? Arrumei um telão e vamos  assistir ao debate lá fora, tomando uma fresca na rua...
– Quero saber o cardápio, mulher!
– Como de costume, desde criança, tu só pensas na comida, eita esfomeada, parece gente da Seca de XV! O debate é tarde da noite. O povo aqui dorme cedo, então 22:15 é muito tarde pro povo daqui. Vamos começar a muvuca cedo, com uma mesa bem farta de café do sertão: café, leite, sucos naturais, chás, beiju, batata-doce e inhame cozidos, cuscuz de milho e de arroz, chapéu de couro, bolo frito e queijo coalho. É pro povo se servir à vontade, comer a folote!
– Eita, já estou com fome! A partir de que horas?
– A partir das 19:00 meus tocadores, o violeiro Chichico e o sanfoneiro Zé Cafofo, vão estar aqui para tirarem umas toadas, incluindo “Dilma meu coração valente”, até a hora em que o debate começar.
– Dindinha ainda não prestei atenção na música da Dilma. É boa mesmo?
– Ora se é! Mas acho que foi pouco aproveitada, mas vai vingar agora no segundo turno, vai vendo!
E cantarolou um trechinho:

–...
– Com tocador de sanfona e de viola tu sabes que o povo aparece mesmo. Lá pelas 21:30 serviremos uma ceia, cujo prato é galinhada, com galinha caipira, que eu não como frango de granja, nem morta! É que galinhada todo mundo gosta e é fácil de fazer. Já está tudo no jeito. As galinhas já estão temperadas desde ontem. Mandei fazer comida pra umas cem pessoas! São vinte galinhas, minha rosa!

Como Fazer a Tradicional Galinhada

– Ave-Maria Dindinha, é festança mesmo! Tudo isso só pra assistir a um debate? Num tá exagerando, não?
– De jeito maneira! Temos de mostrar pro povo que é Dilma na cabeça!  Sem falar que tem que sair a fuxicada que ela continua forte por aqui, né não? Estamos fazendo festa até pra assistir debate. Mas te garanto que estou um pouco aperreada porque o “Menino do Rio” é treinado na TV bem mais que ela, além de muito “falante”. E sabe contar lorotas que é uma beleza e de cara limpa!
– É! O cara tem presença na TV e é mesmo muito “falante”, de um tanto que engana...
– Mas hoje Dilma tem de ganhar o debate, por tudo, mas principalmente pra se apresentar à Nação como a melhor opção pra conduzir o país e dar uma injeção e ânimo na militância. Precisamos! Hoje é dia de ir para cima daquele sujeito e soltar os podres dele que são muitos, inclusive de corrupção, dele mesmo e do PSDB, principalmente em São Paulo. Mas os dele são bem cabeludos e tudo na surdina porque liberdade de expressão em Minas Gerais não existe! Andréa Neves calou todos os jornais, com as verbas de publicidade! Tudo bem amordaçadinho porque com Deinha Neves não se brinca!
–...
– Dilma tem de botar pra acabar com aquela cara de santo dele, que ali de santo não tem nada!  João Santana tem de preparar Dilma para sentar a pua. Rasgar o verbo bem rasgadinho, não deixar pedra sobre pedra. É hoje ou nunca!
– Será Dindinha que vai ser esse fuzuê todo que cê tá falando?
– Olhe Estela João Santana é marqueteiro velho escolado e sabe o que tem de fazer. Escuta o que estou te dizendo: Dilma vai vir quente, fervendo em cima do Aecim que ele vai perder os cabelos das ventas. Anote aí! Vencer o debate vai ter de ser como estou te dizendo. Tem de deixar o cara querendo pegar o rumo de casa, soltando fogo pelas ventas.  Eu não sei é se Dilma vai dar conta de fazer o que deve, isto é, falar tudo. Mas o Plano B, tenho certeza, que a depender do que ele disser, é deixar que ele mesmo se toque fogo! Aecim falou besteira, é só dar corda que ele mesmo se enforca!


      

O povo, que estava na maior animação quando o debate começou, fez um silêncio de ouvir mosca zuar...
Terminado o primeiro bloco Dona Lô se virou pra Estela: “Viu a cara de deboche do sujeito? E o risinho sardônico? Ai, que nojo! Dilma foi bem, está calma e centrada. Disse a verdade: que o governo do PT tirou 32 milhões de pessoas da pobreza e que a educação na próximo gestão dela “estará no centro de tudo". Vai vendo que o pau vai torar... Ela vai ter de crescer em cima dele sem piedade! O Menino do Rio entrou todo galã com seu mantra: “O país avançou nas últimas décadas, mas parou de crescer no governo Dilma” É um astuto loroteiro, que diz “últimas décadas” para enfiar os dois sofríveis governos de FHC no meio! Ô falta de vergonha, por Deus!
Estela entrou de sola: “E disse, sem nomear um só sequer, que ‘Os indicadores sociais pioraram’. E que ele, só elezinho, é o candidato da ‘mudança profunda’, pois une ‘consciência e essência’. O que diacho ele disse, minha gente? Alguém aí entendeu?
Maria Helena, filha de Memélia, calada que só ela, falou certeira: “Imagina Estela! Esse playbozinho duma figa e fica ai falando difícil para nos enrolar, tá bem pensando que somos bestas! Dilma está melhor que ele no debate e será muito mais, pois vai se soltar. Vão vendo...”
Ao fim do segundo bloco a plateia estava que não se segurava. Todo mundo queria dar um pitaco...
– O cabra é mau!

aeciofolha  Até o amigo de Estela que estava só “bispando”, não se conteve: “E é saliente e debochado! É que Dilma tascou nas fuças de Aécio os dois aeroportos particulares dele em suas fazendas (Claúdio e Montezuma) em Minas Gerais, construídos com dinheiro público quando era governador de Minas!”


aeroporto-do-titio
    

E Pedro, marido de Estela, que já havia bebido todas, sentenciou: “Ele vai se afogar na própria arrogância! A empáfia dele é ‘coisa de criação’”...
“Mas não culpe a mãe, viu Pedro? É uma cultura dos ricos de nosso país criar filhos mimados e sem limites, é uma questão de classe, não vê Roseana Sarney como é nojenta, enjoada e se porta como dona do mundo?” Arrematou Dona Lô.


           A grande mídia esperava que a candidata se mostrasse na defensiva, o que não aconteceu.     


    Estela soltou de lá: “Só faltou João Santana insistir para Dilma rir de vez em quando. Pegaria muito bem porque ela já está desmontando o moço. E se falar em violência contra a mulher ele vai pedir penico! Dilma sambou nas fuças dele! E olhem a saída que o sujeitinho encontrou: chamar Dilma de leviana! No primeiro turno chamou Luciana Genro de leviana. Agora, Dilma! Anotem aí: o leviana de Aécio Neves ainda vai levá-lo pros quintos dos infernos! Como é que pode minha gente ele querer negar o óbvio! Os aeroportos de Claúdio e de Montezuma não podem ser escondidos, hoje em dia é coisa que todo mundo sabe e ele quer defender o indefensável dizendo: "A senhora está sendo leviana!”
– Lembras Estela do vídeo que vimos “Liberdade essa palavra!” Aécio rasgou a bandeira de Minas quando foi governador e agorinha aí no debate, com tanta lorota, ele apagou o “Libertas quae sera tamen” da bandeira mineira.
– Como assim Dona Lô? Ele tirou mesmo? Diga aí que língua é essa e o que significa?
– Ora Gracinha, é uma expressão da língua latina, extraída de um verso do poeta romano Virgilio (70 a.C-19 a.C) que se tornou o lema da Inconfidência Mineira, aquela do Tiradentes (1746-1792). Aqui todo mundo sabe quem foi Tiradentes? Pois bem, “Libertas quae sera tamen”, quer dizer “Liberdade ainda que tardia”. 
 



           Dona Lô não cabia em si de contente: “Essa do nepotismo do Aécio foi tiro no peito: o cabra emprega seis parentes no governo! Dilma foi perfeita ao dizer: ‘O senhor pode olhar em todo o governo federal e não verá um parente meu’. Silêncio aí minha gente, olhem Dilma chegando na violência contra a mulher e o belo mancebo se borrando com medo dela mencionar que o povo fala que ele já bateu na mulher. Se é verdade eu não sei, mas está lá no blog do Juca Kfouri desde 1º. de novembro de 2009. E ele nunca processou o Juca, embora tenha dito que processaria.  
Todo mundo vibrou quando Dilma foi certeira ao dizer, depois da insistência de Aécio exigir paternidade dos programas sociais de Lula e Dilma para FHC, que ele estava adentrando na arena da “fabulação” e da lenda! 
Ao final do bloco Estela comentou: “Dilma jogou uma indireta e o bicho desmontou! Acabou o debate! Dilma ganhou de lavada! Foi perfeita! Há uma tradição nas eleições presidenciais do Brasil que quem vence o primeiro debate do segundo turno, vence a eleição! É Dilma na cabeça, minha gente!”

  E a mulherada estava cada vez mais indignada com a falta de respeito de Aécio para com Dilma, chamando-a de leviana! Também disse, de dedinho levantado, que Luciana Genro era leviana e levou troco! E agora ele vai ver o que é bom pra tosse:  “Ah, moleque se eu te pego na pista, tu nunca mais abrirá a boca para chamar uma mulher de leviana. Espera o dia 26 de outubro que tu vais ver o que é taca de voto", sentenciou Dona Lô! 

Foto: Aécio Nunca!!  Chapada do Arapari, 23 de outubro de 2014

Dilma, coração valente, força brasileira, garra desta gente.
Dilma, coração valente, nada nos segura pra seguir em frente
Você nunca desviou o olhar do sofrimento do povo
Por isso, eu te quero outra vez
Por isso, eu te quero de novo
Você nunca vacilou em lutar em favor da gente
Por isso eu tô juntinho, do seu lado
Com você e Lula pra seguir em frente
Mulher de mãos limpas (tô com você)
Mulher de mãos livres (tô com você)
Mulher de mãos firmes, vamos viver uma nova esperança
Com muito mais futuro e muito mais mudança
Dilma, coração valente, força brasileira, garra desta gente
Dilma, coração valente, nada nos segura pra seguir em frente
O que tá bom, vai continuar
O que não tá, a gente vai melhorar (2x)
Coração valente!