Fátima
Oliveira
Médica
- fatimaoliveira@ig.com.br @oliveirafatima_
Foi com arte e manha que a negra feminista Áurea
Carolina, 32, cientista política e especialista em gênero e igualdade, em Belo
Horizonte, pelo PSOL, e o negro Domingos Dutra, 60, advogado, nascido no
Quilombo Saco das Almas (Brejo-MA), em Paço do Lumiar (MA), pelo PCdoB, foram
vitoriosos nas eleições de 2016 e entraram de cabeça erguida para a história de
suas cidades.


São
duas vitórias brilhantemente expressivas, considerando-se o que disse Mauro
Lopes em “A Vitória dos Ricos”: “O resultado das eleições é desastroso para os
pobres... Os ricos venceram...” (Outras Palavras, 4.10.2016).
(Pierre-Auguste Renoir, O baile no moulin de la galette, 1876)
No último dia 3, cedo, em meu e-mail, a filha Débora,
de Porto Alegre: “Mãe, a minha amiga linda” e a matéria: “Pela primeira vez nahistória de Belo Horizonte, uma candidata a vereadora conquistou o apoio demais de 17 mil pessoas nas urnas”. Era uma cara conhecida, mas eu não sabia de
onde. Débora relembrou: “Ela foi lá em casa em BH quando levei Inácio bebezinho
com 4 meses. Você a conheceu. Ela ficou horas na rede com ele lá fora”.


Na primeira e única caminhada a que fui, passei dois
dias deitada, sem poder andar! Decidi fazer o que fiz para Flávio Dino e Dilma
(2014): visitar as mesmas 500 casas das imediações de onde moro e pedir o voto
em Dutra, que andou mais de 200 km a pé, de microfone em punho; e não fez site
nem perfil no Facebook, apenas um Twitter, que usou pouquíssimo!
Áurea e Dutra responderam com sucesso, à maneira de
cada um, à pergunta de um militante ao governador maranhense: “Como vamos fazer
campanha sem dinheiro?” Flávio Dino respondeu algo assim: “Ah, pois são dois
que não sabem! Vai ter de ser assim. Vamos ter de aprender e vencer!”

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