Fátima
Oliveira
Médica
- fatimaoliveira@ig.com.br @oliveirafatima_
Michel Temer, sem nenhum pudor, em seu discurso na
ONU, defendeu o “processo de impeachment de Dilma Rousseff como legal e
legítimo” (20.9.2016). Sem novidades!
Reavivando a memória. Em 10.7.2016, o presidente do
Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), apresentou o que dizia ser a salvação
nacional: a Agenda Brasil – alicerçada no neoliberalismo, até propondo “a
possibilidade de cobrança diferenciada de procedimentos do SUS por faixa de
renda” e outras insanidades. Nada vingou!
Na
América Latina, a implantação de programas neoliberais começou no Chile
(Pinochet). No Brasil, o ajuste estrutural começou tardiamente, em 1989. “No
final do governo Sarney vivíamos o início do ‘desmonte’, porém a grande
inflexão aconteceu com Collor de Melo e se fortaleceu com FHC” (“Ajuste estrutural,pobreza e desigualdades de gênero”, in “Iniciativa de Gênero: CFemea, SOS
Corpo, Articulação de Mulheres Brasileiras”, 2003).
Destaco que os governos Lula e Dilma não romperam com
o receituário neoliberal. Aplicaram os “remédios” do ajuste estrutural em doses
não letais, inclusive porque o sonho do PT era restrito a ser um gestor
humanizado da crise do capitalismo – o que explica a vertente das políticas
sociais que marcam Lula como o melhor presidente do Brasil para o povo.
O capital financeiro, que é apátrida – a ele não
interessa o bem-estar do povo, apenas como se multiplicar e maximizar lucros –,
acionou a vassalagem nacional para fazer valer o ideário neoliberal explícito e
completo tal qual está no “Uma Ponte para o Futuro”!

Para Carlos Rittl, secretário executivo do
Observatório do Clima, o “Uma Ponte para o Futuro” na verdade é uma ponte para
o passado, pois é um “pacote de maldades do PMDB, disfarçado de agenda para
‘reconstruir o Estado’; traz, entre outras, medidas como desvinculação de gastos
da União com saúde e educação, desindexação de salários (inclusive o mínimo),
ajuste fiscal, privatizações e desregulamentação ampla, geral e quase
irrestrita”.
Resta
ao povo reagir.
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