
Fátima Oliveira
Médica - fatimaoliveira@ig.com.br @oliveirafatima_
“Não nos enganemos, a luta de classes não acabou, e, para o patronato, paz social é um discurso que carece de recheio humanitário” – frase final do meu artigo “Dia Mundial do Trabalho”, escrito em 2007, do qual compartilho trechos:

“No 1º de maio é comemorado o Dia do Trabalho ou Dia Mundial do Trabalho, como um registro de que o direito ao trabalho é um direito de cidadania e em memória dos trabalhadores assassinados em 1º de maio de 1886, em Chicago (EUA), numa manifestação pela redução da jornada de trabalho.

(Operários, Tarsila do Amaral, 1933)
“O 1º de maio como Dia Mundial do Trabalho, aprovado em 20.6.1889, na Segunda Internacional Socialista, em Paris, aqui é celebrado desde 1895, mas só em 1925 o presidente Artur Bernardes oficializou a data. Foi em 1º de maio de 1940 que o presidente Getúlio Vargas instituiu o valor do salário mínimo” (O TEMPO, 1º de maio de 2007).
(Segunda Classe, Tarsila do Amaral, 1933)
Em 2015, o Dia do Trabalho em nosso país será marcado por manifestações em defesa dos direitos trabalhistas conquistados e de repúdio à ampliação da precarização do trabalho como desejam o patronato aqui estabelecido e deputados federais a ele vinculados, que aprovaram o PL das terceirizações num espetáculo sem pudor civilizatório, no qual o PT tem parcela de responsabilidade porque, dentre outras negligências políticas com o tema, implementou terceirizações até no seio do governo federal!

Em 2015, será relembrado o massacre da cidade de Rio Grande (RS) pelas forças policiais, em 1° de maio de 1950, no qual foram assassinados o pedreiro Euclides Pinto, o portuário Honório Alves de Couto e o ferroviário Osvaldino Correa. No fim da ação assassina, a comunista e tecelã Angelina Gonçalves, aos 37 anos, que estava enrolada em uma bandeira do Brasil, foi morta a tiros!
O massacre de Rio Grande é exemplar de que o capital historicamente entrava, solapa e usurpa direitos trabalhistas e pode matar para impor a sua política de ganância.
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