
Fátima Oliveira
Médica- fatimaoliveira@ig.com @oliveirafatima_
É dificílima a luta de ideias em meio ao atraso feudal do Maranhão nas eleições. Embora a psiquiatria informe que sociopatas não possuem limites quando contrariados, a coisa aqui é bruta, sem um pingo de civilidade!

Victorino não precisou ser governador do Maranhão para mandar em tudo por quase 30 anos – deputado federal (1946) e várias vezes senador. Era íntimo da Presidência da República (lição aprendida por Sarney, íntimo de qualquer presidente). Quando saía do Rio, dizia: “Vou ao Maranhão apertar as cangalhas!” Na iminência de perder uma eleição, arregimentava o sindicato da fraude. Disse, em “A Laje da Raposa”, que em 1965 tinha candidato, mas torceu para Sarney! Entendido, né?
Citei passagens pontuais para cotejar com as eleições de 2014, em que métodos victorinistas de terror tentam impedir que o povo eleja democraticamente um governador para pôr um fim ao meio século de saques aos cofres públicos e de penúria do povo, hoje com IDH de 0,639 (Brasil: 0,727) e 959.193 famílias no Bolsa Família. Em 2010, um pouco mais da metade do povo, do total de 6,3 milhões, sobrevivia desse benefício! Dispensa comentários.
Nas eleições de 2014 inventaram histórias escabrosas para destruir a imagem/dignidade de quem é contra Sarney et caterva, tendo como pano de fundo a cultura política das capitanias hereditárias para o Parlamento e o Executivo. Há “famílias políticas” – mandatos passam de pai para filhos, netos, genros e noras, via currais eleitorais e fraudes, como algo salutar e natural!


A joia da coroa do terror está incrustada no barril de pólvora que é a penitenciária de Pedrinhas, em São Luís, cujas chaves no dia da eleição deveriam ficar nas mãos da Força Nacional de Segurança Pública. Se há uma obra que é a mais perfeita tradução do sarneysmo é Pedrinhas – construída e inaugurada pelo governador Newton Belo, em 12.12.1965, passou para a grife Sarney em 31.1.1966, quando ele tomou posse.
PUBLICADO EM 30.09.14
FONTE: OTEMPO

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