O racismo é uma abominável fé bandida com quem é vítima dele
Fátima Oliveira
Médica - fatimaoliveira@ig.com @oliveirafatima_
Fátima Oliveira
Médica - fatimaoliveira@ig.com @oliveirafatima_
O título é uma frase da filósofa Sueli Carneiro, em resposta a considerações de José Arbex sobre Celso Pitta (1946-2009), à época prefeito de São Paulo, que, acusado de corrupção, “saiu de casa com um cartaz dizendo que era perseguido por ser negro”.

Simples: a cultura
da branquitude não
aguenta um negro
com tanta onipresença,
esteja ele certo
ou errado, e descamba
para práticas racistas.
da branquitude não
aguenta um negro
com tanta onipresença,
esteja ele certo
ou errado, e descamba
para práticas racistas.
O vereador Fábio Câmara explode em onipresença nos blogs da capital. Meu sensor de analista de mídia começou a segui-lo mais amiúde ao ler “Sexta-feira quente: Fábio Câmara” (18.10.2013), no blog Robert Lobato. No intertítulo “De menino negro e pobre a vereador de São Luís”, disse: “... pra quem nasce no interior do Estado, preto e pobre, é sempre mais difícil. Todo mundo tem que matar um leão por dia para sobreviver”. Não há dúvida: ele se reconhece negro! De cultura escravocrata e bairrista, ser negro em São Luís é dose; e ser do interior é ferro de gado até no falar! Sem titubear: Fábio Câmara é vencedor deslumbrado e vulnerável!


No depoimento sobre seus ídolos, nada de Zumbi, Negro Cosme (líder da Balaiada, 1838-1841), Abdias, Clóvis Moura, Mandela, Luther King e Steve Biko. Rendeu loas à governadora e ao seu atual mentor político, o secretário estadual de Saúde. Verbalizou: “O governo Roseana Sarney deixará para o futuro do nosso Estado marcas fortes e grandiosas de uma gestão voltada para o nosso povo. (...) Bom é pouco! O secretário Ricardo Murad é o melhor até que me mostrem um, apenas um, que tenha feito em quantidade e qualidade pela saúde do nosso Estado mais do que ele já fez”. Eis a sua visão de mundo.


O racismo é uma abominável fé bandida e sou solidária com quem se diz vítima dele.
PUBLICADO EM 24.12.13
FONTE: OTEMPO
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